Um amor que transforma

Dom José Gislon
Bispo de Erexim

Estimados Diocesanos! Este tempo da Quaresma é propício à reflexão sobre o testemunho que damos ao mundo como cristãos, a partir da nossa fé, na realidade familiar, comunitária e social. Ousaria perguntar: É possível ser cristão sem fazer a experiência do amor que se doa, que sente compaixão pela realidade da vida do outro? Não falo daquele amor egoísta, centrado sobre si mesmo, que olha com desprezo para o seu semelhante, mas daquele amor que sabe inclinar-se para estar próximo do caído, do ferido na alma e na sua dignidade de ser humano. Daquele amor que Jesus manifestou, andando pelas estradas da Galileia, da Samaria e da Judeia. Daquele amor que não teve medo de aproximar-se dos caídos para curar as feridas do corpo e da alma.

“Quem dentre vós não tiver pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra”!(Jo 8,7) foi a resposta de Jesus aos mestres da lei e aos fariseus que trouxeram uma mulher surpreendida em adultério, e, que segundo a lei, deveria ser apedrejada. Quando se dirige à mulher, dizendo que também não a condenaria, ele revela o rosto da misericórdia do Pai, porque é do Pai que Jesus aprende a não condenar. Os mestres da lei e os fariseus foram confrontados pelas palavras de Jesus, porque eles mesmos eram tão ou mais pecadores que a mulher adúltera; por isso, deixam de apedrejá-la. Mas Jesus, com sua atitude misericordiosa, vai muito além da não condenação; lhe dá a oportunidade de fazer a experiência do amor e da paternidade de Deus, salvando-a e gerando-a como filha. Por isso, a mulher pôde retomar a sua vida transformada por um amor que a torna livre da lógica do pecado.

O Papa Bento XVI, na apresentação da “Encíclica “Deus É Amor”, nos lembra que “A palavra ‘amor’ está hoje tão desgastada, consumida e abusada que quase se teme deixá-la aflorar aos próprios lábios. Contudo, é uma palavra primordial, expressão da realidade primordial; nós não podemos simplesmente abandoná-la, mas devemos retomá-la, purificá-la e reconduzi-la ao seu esplendor originário, para que possa iluminar a nossa vida e guiá-la para a reta via”. Que neste tempo da Quaresma, possamos redescobrir o verdadeiro significado do amor, deixar-nos reconciliar com Deus, para amar intensamente os nossos irmãos e irmãs.

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Fonte: Noticias da CNBB

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Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.
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