Oitava da Páscoa: mergulhar no mistério Pascal de Cristo e fazer da nossa vida uma contínua Páscoa

Com a celebração da Páscoa, centro da liturgia e da fé cristãs, a Igreja continua a celebrar solenemente a ressurreição de Cristo até o segundo domingo do Tempo Pascal. É a Oitava da Páscoa, oito dias em que se estende a solenidade, um período que convida a “mergulhar-nos no mistério Pascal de Cristo e fazer da nossa vida uma contínua Páscoa, um tempo de renovar nossas esperanças no Senhor”, como escreveu em artigo o arcebispo do Rio de Janeiro (RJ), dom Orani João Tempesta.

“Ainda mais agora, diante da pandemia da Covid-19, precisamos mais do que nunca, renovar nossas esperanças no Senhor e pedir com que ele faça novas todas as coisas. É um tempo para que, ressuscitados com Cristo, aprendamos a buscar as coisas que são do alto”, afirma o cardeal.

O Domingo de Páscoa, seguido da Oitava da Páscoa, abre o Tempo Pascal, “um tempo de grande alegria espiritual onde devemos viver intensamente na presença de Cristo Ressuscitado, que por meio da sua paixão, morte e ressurreição nos redimiu”, ensina dom Orani. É o tempo “de assumirmos o nosso batismo e nos imbuirmos cada vez mais do Espírito Santo. É o tempo de anunciar Cristo ressuscitado e dizer às pessoas que somente Nele há salvação”.

A Oitava da Páscoa se insere dentro do Tempo Pascal, que dura cinquenta dias e vai até a celebração de Pentecostes. Nesse período, em toda celebração o Círio Pascal é aceso. A  grande vela marcada com o ano corrente e os símbolos de alfa e ômega, representa o Cristo Ressuscitado, ou a Luz de Cristo.

“A Oitava Pascal traz para o centro da celebração litúrgica da Igreja o mistério da Ressurreição de Jesus. A Páscoa de Jesus deve acontecer todos os dias na nossa vida e na ação pastoral da Igreja, e nesses oito dias celebramos de forma mais veemente. Durante a Oitava da Páscoa se entoa o hino de louvor em todas as missas”, ressalta o cardeal Orani Tempesta.

Ele explica que as leituras do Evangelho durante esta primeira semana da Páscoa são centralizadas nos relatos dos encontros com o Cristo Ressuscitado e nas experiências que os apóstolos tiveram com Ele. Também neste tempo litúrgico, a primeira leitura, que, normalmente tirada do Antigo Testamento, é trocada por uma leitura dos Atos dos Apóstolos, que relata o início da Igreja primitiva.

“O Tempo Pascal, portanto, é um tempo de grande alegria espiritual onde devemos viver intensamente na presença de Cristo Ressuscitado, que por meio da sua paixão, morte e ressurreição nos redimiu. É o tempo de assumirmos o nosso batismo e nos imbuirmos cada vez mais do Espírito Santo. É o tempo de anunciar Cristo ressuscitado e dizer às pessoas que somente Nele há salvação”, sublinha o arcebispo.

As indicações da Igreja

O cardeal Orani Tempesta destaca que a Igreja deseja que nos dias da Oitava da Páscoa “vivamos o mesmo espírito do domingo da ressurreição, colhendo as mesmas graças”. A indicação é viver intensamente “esse tempo de graça que a Igreja nos coloca e que possamos colher as suas bênçãos”. 

“Vivamos intensamente esse período da Oitava da Páscoa, que é uma grande graça que Deus nos dá por meio da Igreja. Cultivemos esse tempo, por meio da oração, meditação da Palavra de Salvação e participando da vida sacramental, agradecendo ao Senhor da vida todas as bênçãos”, sugere.

Confira o artigo na íntegra.


Fonte: Noticias da CNBB

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