O aumento da pobreza no Brasil e as Políticas Públicas

Dom Vital Corbellini
Bispo de Marabá (PA)

 

Um relatório do Banco Mundial mencionado no Jornal Correio de Marabá, e que também foi postado nos Meios de Comunicação Social, coloca a o Brasil entre os países nos quais aumentou a pobreza nesses últimos anos atingindo uma cifra de mais de 43 milhões de pessoas. Se no ano de 2014, mais de 36 milhões de pessoas viviam na pobreza, totalizando 17,9% da população em geral, com a recessão muito forte a partir do segundo semestre daquele ano indo até esses últimos anos, atingiu mais de 40 milhões de pessoas no nosso País.

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) confirma esses dados nos quais, são milhões aqueles que vivem na pobreza. A maior parte desses dados no Brasil está concentrada nas regiões Norte e no Nordeste. Desta forma vivemos dentro da realidade, pois estamos no Norte do Pais. É importante dizer que o Banco Mundial coloca a linha de 5,50 dólares (18,24 reais) por dia, 43,1% dos habitantes do Norte e 43,5% dos moradores do Nordeste vivem com renda igual ou inferior a essa, contra os 25,4% na média nacional. É claro que é todo um contexto de America Latina e do Sul que a pobreza está em crescente número, o que nos faz pensar da importância das políticas públicas. As desigualdades sociais e econômicas entre ricos e pobres diminuirão quando de fato os governos implementarem políticas públicas que ajudarão os pobres e a todos terem vida digna, vida conforme a justiça do Reino de Deus e o mandamento do Senhor Jesus que devemos nos amar uns aos outros.

Como o texto-base da CF 2019 afirma que as Políticas públicas são soluções pelas necessidades e problemas da sociedade, e expressam a presença do Estado na economia e na sociedade brasileira. As políticas públicas são necessárias por algumas razões fundamentais: A primeira decorre da própria natureza contraditória das forças de mercado, que deixadas à livre iniciativa tendem a monopolização, comprometendo o funcionamento dos mercados. Elas são importantes para a superação dos monopólios, dos privilégios pessoais ou comunitários e oligopólios, domínio de produtos e serviços em detrimento à grande maioria do povo, atuando no interior dos mercados para favorecer os mais desvalidos da sociedade. As políticas públicas envolvem as iniciativas macroeconômicas, da economia como um todo, configurando o ambiente da competição de modo favorável ao desenvolvimento, através das políticas fiscais, monetárias e cambiais. Elas dizem respeito também ao crescimento econômico na preservação da sociedade. A segunda razão das políticas públicas refere-se à superação da desigualdade entre as pessoas, porque o sistema produz mais a concentração de poder, renda e riqueza. As políticas públicas como a educação, saúde e assistência enfocam a elevação da qualidade de vida, reduzir as iniqüidades no interior das facções e das classes sociais.

Acreditamos na realização de políticas públicas, pois ajudarão a amenizar esses dados, pois dizem respeito a todos nós, seres humanos e como Igreja, povo de Deus, discípulas, discípulos, missionárias e missionárias que seguem a Jesus Cristo na qual somos convocados a trabalhar pelas políticas públicas.

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Fonte: Noticias da CNBB

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