Infecções em Pessoas Idosas

Há uma preocupação com a população idosa em relação à baixa imunidade evidenciada no decorrer do envelhecimento. Embora estudos tenham sugerido que as alterações nos mecanismos de defesa do organismo predispõem pessoas idosas a determinadas infecções, existem poucas evidências que confirmem essa hipótese. É bem provável que fatores ambientais, alterações fisiológicas em outros sistemas, além do sistema imune, e doenças específicas sejam os principais elementos responsáveis pelo aumento da frequência de algumas infecções na população idosa.

Como os idosos desenvolvem comumente doenças agudas e crônicas que necessitam de internação hospitalar e têm internações mais longas, eles correm risco maior de adquirir infecções hospitalares, principalmente infecções respiratórias e do trato urinário. Também idosos que vivem em instituições de longa permanência (lar para idosos) são suscetíveis a uma maior taxa de infecção respiratória, urinária, de pele e partes moles e gastrointestinais. A incidência de câncer é maior nos idosos. As neoplasias que envolvem o sistema sanguíneo estão associadas ao aumento da frequência de infecções. Outro fato agravante é o uso de imunossupressores para tratamentos de doenças malignas. O diabete melito, muito comum nessa faixa etária, torna o idoso mais predisposto a infecções do trato urinário, de parte moles e dos ossos. A hipertrofia da próstata pode levar a quadros repetidos de infecção urinária.

A incidência de tuberculose tem aumentado entre os idosos, associada também com a síndrome da imunodeficiência adquirida. Pessoas idosas de ambos os sexos e de todos os grupos étnicos e raciais são particularmente suscetíveis à tuberculose. Idosos que não receberam vacinação adequada quando jovens também estão sob o risco maior de contrair a tuberculose primária. Isso particularmente é comum entre pessoas idosas que vivem em instituição de longa permanência.

Outras infecções que atingem os idosos são as ectoparasitoses. Muitos idosos desenvolvem tarefas domésticas no seu dia a dia, assim como o cultivo de hortas e plantas que podem favorecer a contaminação. As parasitoses intestinais podem levar a quadro de diarreia, anemia, má absorção e desnutrição.

Na sintomatologia, a febre – que é um dos elementos mais presentes nos quadros infecciosos – pode estar atenuada ou suprimida na pessoa idosa. Doenças crônicas pré-existentes podem encobrir uma infecção aguda. A inexistência de aumento de leucócitos não afasta a possibilidade de quadro infeccioso no idoso.

Em relação à prevenção das infecções em idosos, vale salientar a importância da higiene de uma maneira geral e, especificamente, a higienização das mãos, considerada a ação mais importante no controle de infecções em serviços de saúde, assim como a higienização de alimentos, água, utensílios e do ambiente onde habita a pessoa idosa. Um fator que ajuda a reforçar a imunidade é uma alimentação balanceada com frutas, folhas, legumes, verduras e proteínas, respeitando-se os limites de carboidratos e gorduras.

Dr. Getúlio Tanajura

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