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Dor Lombar

A dor lombar ou lombalgia é uma das dez principais causas de procura por um médico generalista e tem uma incidência ao longo da vida em torno de 80%, atingindo adultos e crianças. As formas mais comuns de dor lombar são de causas inespecíficas e mecânicas. Menos comum são as lombalgias de causas inflamatórias, as infecciosas e as causadas pelo câncer. A dor lombar é a principal causa de incapacidade em indivíduos com menos de 45 anos em países industrializados e ausência ao trabalho na faixa etária produtiva.

A lombalgia, na verdade, não é uma doença, mas um sintoma. Os principais fatores de risco para dor lombar são: trabalho com levantamento de peso, tabagismo, obesidade, sintomas depressivos, osteoporose e sedentarismo.

Quando acontece compressão das raízes nervosas que saem da coluna, denomina-se radiculopatia, que pode estar relacionada ao disco intervertebral e parece ser um processo mecânico e bioquímico, pois o contato do núcleo pulposo com a raiz nervosa provoca um processo de inflamação e dor. A maioria dos casos de ciática ocorre por herniação discal nos níveis da quarta e quinta vértebras lombares, já na coluna distal.

O diagnóstico é fundamentalmente clínico, quando o médico deverá identificar os sinais de alerta para outras condições mais graves, como fraturas, infecção e malignidades. A avaliação clínica inicial com uma história e exame físicos adequados são fundamentais na exclusão de causas graves de lombalgias e dor relacionada ao nervo ciático, como também na abordagem terapêutica da dor e da incapacidade. Exames de imagens, quando usados com critérios, podem ajudar na elucidação da causa.

O tratamento envolve intervenções medicamentosas e não medicamentosas por meio de educação do paciente e exercícios físicos. Os casos que apresentam déficits neurológicos ou que apresentem evolução clinica desfavorável são candidatos ao tratamento cirúrgico.

Boas medidas de prevenção de dor lombar são as seguintes: quando estiver de pé, mantenha as costas retas e posicione um pé em frente ao outro, e não em paralelo, com os joelhos levemente fletidos, aliviando o peso na coluna; não dobre a coluna para frente sentado ou em pé. Essa posição aumenta a pressão sobre o disco vertebral; evite permanecer na mesma posição por mais de 30 minutos; não se levante bruscamente; evite rotação ou torção da coluna sempre que possível; ao carregar objetos pesados, mantenha-os junto ao corpo e na altura dos cotovelos; ao invés de curvar a coluna para pegar objetos no chão, agache-se com a coluna o mais reta possível; procure fazer exercícios de alongamento durante o dia (exercícios ajudam a fortalecer os músculos das costas).

Dr Getúlio Tanajura

 

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