Palavra do Pastor

Uma Igreja Missionária

Quem seria capaz de se esquecer das palavras de despedida de seu pai, de sua mãe ou de um grande amigo? As últimas observações e recomendações passam a ser guardadas com carinho, colocadas em prática com atenção e transmitidas a outros com emoção. Foi o que aconteceu com os apóstolos.

Jesus, depois de sua ressurreição, mandou que voltassem à Galileia e se reunissem em uma determinada montanha, onde o encontrariam para os momentos de despedida. Obedientes, eles se dirigiram para lá. Quando viram Jesus, prostraram-se. Ele, depois de lembrá-los de que havia recebido toda autoridade no céu e na terra, deu-lhes as últimas ordens: Deveriam ir por todo o mundo, “fazer discípulos entre todas as nações”, ensinar-lhes tudo o que eles próprios haviam aprendido, batizando-os “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Para que o medo diante de tão extraordinária missão não os paralisasse, assegurou-lhes: “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28,20).

Desde então, a Igreja passou a viver dessa ordem e dessa presença. Dessa ordem: a partir de Pentecostes, os apóstolos espalharam-se pelo mundo, anunciando a todos as maravilhas de Deus. A Igreja passou a viver dessa presença – isto é, da certeza de que Jesus ressuscitado jamais a abandonaria.

É nossa missão ajudar as pessoas a descobrir “a pérola preciosa” que é Jesus Cristo. Essa tarefa missionária significará ir de pessoa a pessoa, de casa em casa, de comunidade em comunidade. Toda a Igreja deverá se pôr em estado permanente de missão. Para nos ajudar nessa tarefa, temos a Rede Excelsior de Comunicação. Por ser ‘A voz do Senhor do Bonfim’, ela é, necessariamente, missionária.

Dom Murilo S.R. Krieger, scj
Arcebispo de São Salvador da Bahia

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