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Colaboradores do Senhor

A liturgia de novembro proporciona proveitosas reflexões: no início, os dias de Todos os Santos e Finados; no último domingo, a solene celebração de Cristo, Rei do Universo.

Com a Festa de Todos os Santos lembramos os que lutam ou lutaram para a mais perfeita construção humana: a santidade. Santo é quem sabe conviver com as limitações humanas, sem se desviar do caminho que o leva ao seu destino final: o encontro definitivo com o Pai. No dia 2, a Festa de Finados situa-nos diante da morte, que é o reverso da vida temporal, porém, encarada pela ótica da fé, é trampolim para a vida verdadeira dos bem-aventurados. Todos os Santos e Finados são momentos celebrativos da história da salvação, que acontece na medida em que o Reino de Deus se dilata nesse mundo. A construção definitiva do Reino é antecipada na celebração de Cristo, Rei do Universo, que ocorre no último domingo do ano litúrgico. É o arremate apoteótico da Criação, quando o Cristo triunfante, revestido de glória, voltar e conduzir para a sua casa todos que passaram a vida fazendo o bem.

Quanta gente se sentiria bastante honrada se fosse pessoalmente convidada pelo presidente da república ou pelo governador do estado para dar alguma ajuda à administração deles. Desfazia compromissos, sacrificava interesses, contanto que atendesse a tão importante solicitação. No entanto, uma autoridade muito maior, o Senhor Jesus, digna de mais apreço, chama-nos e nos confia uma grande missão: ajudá-Lo na realização do seu plano, que é inserir a civilização do amor em todas as realidades terrenas.

Ele não exige nível de escolaridade nem folha corrida para admitir alguém na sua milícia, composta tanto de graduados cidadãos, quanto de humildes operários.   Não faz teste de seleção, apenas assina a carteira com a única obrigação de cada um servir-Lhe na pessoa do irmão. Há sempre vaga para trabalhar nesse Reino, que não tem limites geográficos e cujo projeto está em aberto até o final do tempo. Quando algo é feito, muito mais resta para fazer. Por isso ninguém tem direito à licença-prêmio e aposentadoria. O Rei despede os preguiçosos e não aceita os omissos.

Entretanto, se Ele parece tão rigoroso na exigência da participação, é extremamente benévolo para todos os operários de boa vontade. Não mede os hectares plantados, nem balanceia o lucro que geram.  Apenas avalia a generosidade, disponibilidade e consciência de missão com que trabalharam. Quando o operário se sente cansado, Ele não envia alguém para ajudá-lo, mas se faz o próprio Cirineu, diminuindo o peso da sua cruz; quando a fome e a sede chegam, Ele oferece o pão da vida e o vinho da salvação. Só trabalhando com Ele, somos felizes e vivemos em paz.

Yvette Amaral
yvettelemosamaral@gmail.com

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