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É Hora de Votar

Não sei se com esta motivação muita gente vai à urna para registrar seu voto. Talvez se o convite fosse outro: é hora de pular ou é hora de torcer, a receptividade fosse maior. Nada motiva mais o brasileiro do que um trio e uma bola.

Depois de algum tempo de propaganda política, chegamos ao mês das eleições federais.  Como o pleito eleitoral é o momento alto de um processo democrático, não se discute o dever do voto para o cristão.  Há algum tempo, a Igreja se manifestou sobre o assunto, definindo a política no documento IGREJA: COMUNHÃO E MISSÃO, como “… o conjunto de ações pelas quais os homens buscam uma forma de convivência entre os indivíduos, grupos e nações que ofereçam condições para a realização do bem comum”.

Nessas palavras, a política é considerada no sentido amplo de que todo ato humano  repercute  na história de uma nação. Isso significa que todos somos políticos. E, nesse todos, estão incluídos principalmente os que foram batizados. A situação caótica do Brasil no momento leva-nos a buscar novas formas de vida como última taboa de salvação. É preciso mudar, já se tornou um refrão. Como numa democracia as mudanças mais profundas só acontecem através das urnas, os que desejam um Brasil renovado não podem deixar de votar e votar com responsabilidade. O voto do ‘compadre’, voto de gratidão e amizade não existem mais. A mídia despeja informações, enquanto a Igreja continua pedagogicamente esclarecendo as consciências.

Votar não é uma opção voluntária, é um compromisso batismal que nos insere no mistério da Encarnação. Quando o Filho de Deus entra na história, sacramentaliza todos os espaços do mundo que se tornam receptíveis à construção do Reino de Deus.

Se sempre a Igreja motivou o cristão a votar, que dirá ela hoje, nessa realidade de verdadeira prostituição politica? A ‘politica é suja’, ‘os políticos são corruptos’, ‘não há político sério’ são estribilhos que se ouvem constantemente. Exatamente é nessa hora que o cidadão cristão é chamado a dar a sua contribuição, agindo com lisura e ética numa eleição. Se a degradação dos homens públicos gera conflitos sociais, a presença de cidadãos incólumes é a esperança que resta num futuro melhor para esse país tão rico de dons naturais e mendigo de valores humanos.

Espero que meus paroquianos e paroquianas sejam os primeiros a chegar às sessões eleitorais. E que se aproximem delas conscientes do seu dever cívico. Que não lhes falte discernimento e coragem para dizer ‘não’ aos que colocaram esse país na contramão do bem comum, e marcar um ‘sim’ em heróis que ainda existem e são capazes de revolucionar o Brasil na meta do desenvolvimento e da paz. Abençoados sejam por Deus e por Nossa Senhora do Rosário, a patrona desse mês.

Yvette Amaral
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