Dia Mundial da Juventude traz a discussão da importância dos jovens para a transformação da sociedade

Hoje, 30 de março, é comemorado o Dia Mundial da Juventude, o qual foi instituído no ano de 1985, durante o Ano Internacional da Juventude, promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU), com a visão de que a juventude precisava se mobilizar e construir espaços de participação para pensar, e repensar a sociedade.

Para a irmã Valéria Leal, assessora da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, o Dia traz a discussão da importância da juventude para a transformação da sociedade e, ao mesmo tempo, para a conscientização da própria juventude de seu potencial transformador e de sua capacidade de protagonizar processos de mudança e trazer o novo para a sociedade.

“A juventude sempre traz com a sua ousadia um novo olhar. As vezes desafia o mundo adulto, faz o mundo adulto pensar, rever seus posicionamentos e nessa síntese – entre a provocação do jovem e o repensar do adulto – a gente consegue juntos caminhar para algo mais”, afirma a irmã.

Neste sentido, irmã Valéria destacou que a juventude tem a capacidade de também olhar ao redor com senso crítico. “Ela consegue ver na sociedade, para além de si mesmo, quais são os pontos da sociedade que precisam e podem ser melhorados tendo em vista o ponto comum. É muito importante que a juventude vá se conscientizando desse seu potencial e o Dia Mundial da Juventude nos ajuda nesse sentido”, garante.

“Para os jovens cristãos é importante esse destaque – o de que o nosso potencial de transformação tem um ponto de partida que é a nossa fé, a nossa esperança em Cristo, que faz nova todas as coisas”, finaliza a irmã.

Observatório Internacional de Jovens

É importante ressaltar – especialmente nesta data em que se comemora o Dia Mundial da Juventude – o papel do Observatório Internacional de Jovens enquanto órgão de representatividade mundial das expressões juvenis.

Em 2018, a 15ª edição do Sínodo dos Bispos foi dedicada aos jovens, com o tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”, reforçando a “importância pastoral que a Igreja dá aos jovens”. Depois da conclusão do Sínodo, o Documento Final trouxe uma importante solicitação: que fosse constituído um “órgão para representar os jovens em nível internacional (123)”.

Assim nasceu o Corpo Consultivo Internacional da Juventude criado pelo Dicastério para os Leigos, a Família e Vida, em 24 de novembro de 2019, com a participação de jovens de diversos países, incluindo o brasileiro Lucas Ricardo Marçal Ramos (Fazenda da Esperança).

Este Corpo Consultivo passou a ser chamado também como “Observatório Internacional dos Jovens” e na prática as atividades do Observatório incluem apresentar ao Dicastério as ideias e iniciativas dos jovens, bem como suas expectativas e preocupações.

“Em 2019 quando foi anunciada a criação do observatório, foi feita também a nomeação dos primeiros 20 jovens que irão colaborar nesse trabalho ao longo de três anos. A importância desse Organismo está justamente no fato de desempenhar um papel consultivo e proativo, colaborando com o Dicastério para aprofundar questões relacionadas à pastoral juvenil e outras questões de interesse geral”, comenta Lucas.

Com pouco mais de um ano de existência, o Observatório já realizou algumas reuniões de forma online por conta da pandemia – a primeira delas contou com a presença do Cardeal Kevin Farrell, prefeito do Dicastério. Até o momento, os jovens tem participado de reuniões mensais (ou a cada dois meses) com o secretário do Dicastério os Leigos, a Família e a Vida, Padre Alexandre Awi Mello, I. Sch., e estão divididos em grupos de trabalho que envolvem: Mídias Sociais JMJ, Congresso Internacional, Implementação do Synact (plataforma online), Encontro Online da Juventude, e, Formação da Juventude.

Sobre o trabalho realizado até aqui, Lucas avalia: “No início foi um desafio encontrar um horário [para as reuniões] que fosse fácil para todos, já que temos pessoas de todas as partes do mundo e também a comunicação por conta dos diversos idiomas. Aos poucos fomos descobrindo ferramentas que pudessem nos aproximar e ajudar. Do ponto de vista mais pessoal, procuro sempre ter como referência o nosso modelo de Pastoral Juvenil no Brasil e a minha experiência particular nos diversos trabalhos com a juventude que já tive a oportunidade de colaborar”.

Atualmente Lucas integra as equipes do Encontro Online para Juventude e das Mídias Sociais da JMJ. “Hoje estou como coordenador do grupo para o Encontro e elaboramos um formulário online onde cada membro tem perguntas e sugestões que podem fazer. Este será nosso documento de trabalho. Após todos terem respondido, iremos fazer uma reunião online para organizar uma primeira proposta sobre o Encontro a fim de apresentar ao Dicastério. E também faço parte da equipe das Mídias Sociais para a para JMJ Lisboa 2023”.

 

 

Com informações da CNBB e do portal Jovens Conectados


Fonte: Noticias da CNBB

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