Devotos participam de novenário em preparação à Festa de Nossa Senhora da Luz, na Pituba

Com o tema “Nos caminhos de Maria: encontro com Cristo e testemunho na missão”, a Paróquia Nossa Senhora da Luz, localizada no bairro da Pituba, celebra a festa da padroeira. O novenário, que teve início no dia 24 de janeiro, segue até o dia 1º de fevereiro, sempre às 19h30, na Matriz.

O ápice dos festejos será no dia 2 de fevereiro. Nesta data, as homenagens terão início às 4h30 coma recitação do Terço (mistérios Gozosos), na praia, seguida da primeira Missa, às 5h, na Colônia dos Pescadores.

Às 7h terá início a Oração das Laudes, na Matriz; e às 8h os fiéis recitarão os mistérios Luminosos do Terço. A segunda Missa do dia terá início às 9h, pelas almas dos fiéis já falecidos na comunidade.

Por volta das 10h haverá a recitação do Terço (mistérios Dolorosos). A Hora Santa Vocacional ocorrerá às 11h. Ao meio dia será realizada a terceira Celebração Eucarística. Já às 15h serão recitados os mistérios Gloriosos.

Como parte da programação do dia festivo, às 17h será celebrada a Missa com as crianças da catequese infantil e dos coroinhas. Os festejos serão encerrados com a Missa Solene, às 19h30, presidida pelo Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, seguida da bênção das velas.

Você conhece a história da devoção a Nossa Senhora da Luz, presente na Arquidiocese de Salvador desde o século XVI?

A paróquia situada no bairro da Pituba foi criada em 1960, mas a Mãe de Jesus recebe os louvores dos fiéis sob o título de Nossa Senhora da Luz desde 1580. Existe uma tradição popular, que se pode bem engajar com a história autêntica e bem documentada. Conforme a tradição, pelos anos de 1580, uma menina de uns doze anos de idade, andando para apanhar gravetos para cozinhar, sentindo sede, viu (ou imaginou ver) surgir entre a mata e a areia, uma figura de uma mulher linda, com um menino sentado no braço esquerdo e na mão direita uma vela acesa; atrás da figura veio um manancial de água, e todo o quadro como iluminado com uma luz azul.

Saciada a sede, a menina correu para casa e comunicou aos seus pais o ocorrido, os quais vieram acompanhando-a; chegados ao lugar por ela indicado, constataram a existência do manancial de água, não sabendo explicar se já existia antes; e mais nada viram. Este lugar situa-se perto da confluência das ruas São Paulo com Rio Grande do Sul, bem perto da Praça Belo Horizonte, no bairro da Pituba.

Passados alguns anos, a menina de então, já adulta, avistou na casa do capitão Felipe Correa uma imagem de Nossa Senhora da Luz, trazida de Portugal, reconhecendo ser a mesma que tinha visto ou imaginado na fonte.

Pelos anos de 1600, o latifundiário e capitão Felipe Correa, proprietário da Fazenda Pituba, fez construir, em terreno de sua propriedade, uma capela de taipa, no lugar que hoje seria entre as ruas Minas Gerais e Otávio Mangabeira, colocando na mesma a imagem trazida de Portugal, de talha de madeira, medindo 53 centímetros, com o pedestal, conservada na sua Igreja da Pituba.

Durante os anos de 1610 a 1642, sendo atendente espiritual do litoral baiano, compreendido entre o Rio Vermelho e a Vila de Abrantes, o artista e religioso do Mosteiro de São Bento, Frei Agostinho da Piedade, o grande escultor e ceramista, fez para a capela da Pituba uma imagem de Nossa Senhora da Luz, de barro cozido, e policromado, que é uma relíquia preciosa de quando o Brasil amanhecia, a qual no ano de 1949 foi restaurada.

Os herdeiros do capitão Felipe Correa, capitão Manoel Gonçalves Saraiva e sua esposa Francisca Ferreira e o irmão desta, Francisco Ferreira, restauraram a capela pelos anos de 1663.

Em 1955, o casal Sr. Joventino Pereira da Silva e Dona Alcina Guimarães da Silva, concluíram a Igreja existente, iniciada em 1949, em terreno de sua propriedade, para perpetuar a devoção a Nossa Senhora, sob a invocação da Luz, em reconhecimento aos inumeráveis benefícios obtidos por meio da sua intercessão.

No mesmo ano de 1955, o então Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Cardeal Dom Augusto Álvaro da Silva, inaugurou a Igreja, fazendo-a matriz da futura paróquia a ser criada, benzendo-a e sagrando o altar-mor.

Por decreto de 9 de julho de 1960, o Cardeal Dom Augusto criou a Paróquia Nossa Senhora da Luz, na Pituba, entregando-a, na mesma data, aos cuidados espirituais da Ordem Mercedária de Nossa Senhora das Mercês, sendo nomeado como primeiro vigário o padre Samuel Martinez Perez, que exerceu seu ministério até 15 de março de 1965.

(Informações históricas: Paróquia Nossa Senhora da Luz)

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Fonte: Noticias da Arquidiocese de Salvador

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