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As férias neste início de ano devem primar pelo cuidado e lucidez defendem líderes da Igreja no Brasil

“Estas serão e deverão ser as férias do cuidado”. Esta é a afirmação do representante da coordenação nacional da Pastoral do Turismo, o padre Manoel Filho sobre as férias neste mês de janeiro. Segundo ele, se em todas as férias, e em todas as situações de viagens de todos os anos, devemos ser guiados pela cultura do cuidado (com as pessoas, com a cultura dos povos e com a Natureza) mais do que nunca, neste ano, esta preocupação deve estar presente na vida de todas as pessoas.

O padre afirma ser necessário, no contexto da pandemia, reaprender a tirar férias, sobretudo nas regiões de praia, como o Nordeste e Sudeste, e de cachoeiras, no Centro Oeste do Brasil. As férias, segundo ele, num contexto de normalidade, sempre foram marcadas por aglomerações e festas. Neste ano, segundo ele, o testemunho cristão aponta para a necessidade de manter o distanciamento social.

O representante da coordenação nacional da Pastoral do Turismo diz ser necessário, para aqueles que optarem por viajar neste contexto da pandemia, a não deixarem de observar as regras de cada contexto e cidade e as exigências dos médicos-epidemiologistas: usar máscara, álcool em gel, evitar aglomerações e manter o distanciamento social.

 O bispo de Campos (RJ) e referencial da Pastoral da Saúde, dom Roberto Francisco Ferrería Paz, compartilha da mesma preocupação. Para ele, as férias deste início de 2021, enquanto a população não está protegida pela vacinação, pedem lucidez.

“O foco das férias deverá ser o resgate da lucidez, da paz interior, da recuperação de perdas e feridas, para continuar vivendo em equilíbrio. Será necessário empreender viagens interiores, visitar e curar nosso imaginário, investir na ecologia interna pacificando a nossa mente, fortalecer a resiliência e a paciência e ampliar os canais de comunicação com a família e com os amigos”, defendeu o bispo em artigo recente publicado neste portal.

Cuidar do corpo e da espiritualidade

Para além do trabalho de superação da estafa e das descompensações interiores, o bispo defende o uso da máscara em todos os lugares externos. Ele também aponta a necessidade de não aglomerar-se ou permanecer em lugares fechados e pouco ventilados.

“Repor as vitaminas, sais minerais, adotar uma alimentação mais saudável, pois o alimento é o melhor remédio. Trabalhar a respiração  consciente, pois nela está a vida, limpar os pulmões de tudo que seja tóxico. Mexer-se, alongar-se, caminhar sempre que possível”, são apontados pelo religioso como necessidades para manter o corpo saudável.  Por outro lado, ele defende que o mais o mais importante é privilegiar momentos fortes de silêncio interior, de autoconhecimento e de meditação para abrir estrada para Deus, aprendendo a contemplá-lo e escutá-lo.

Confira neste link o artigo na íntegra de dom Roberto Ferreria: Férias com lucidez e cuidado   | CNBB


Fonte: Noticias da CNBB

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