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No ano da pandemia, Pacto pela Vida e pelo Brasil mobilizou organizações em torno da garantia da saúde dos brasileiros e da economia

Com a clareza de que o cuidado com a vida precisava de mais do que uma ação emergencial, no contexto dos impactos do avanço do novo coronavírus, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) se uniu a um conjunto de importantes organizações brasileiras para apontar caminhos a partir da premissa da garantia da saúde dos brasileiros e da manutenção da saúde da economia do país.

Da parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Comissão Arns, a Academia Brasileira de Ciências, a Associação Brasileira de Imprensa e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência brotou o Pacto pela Vida e pelo Brasil documento, lançado no Dia Mundial da Saúde, em 7 de abril, com um conjunto de indicações para o Governo Federal e o poder Legislativo visando amenizar os impactos da pandemia na vida dos brasileiros.

Para o arcebispo de Belo Horizonte (MG), dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidente da CNBB, a entidade assinou o Pacto pela Vida e pelo Brasil impulsionada por sua fidelidade ao Evangelho de Jesus Cristo, fonte inesgotável da luz da verdade, luz indispensável para clarear caminhos e rumos novos que a sociedade brasileira precisa, com urgência, para construir um novo tempo.

Segundo ele, a missão evangelizadora da Igreja, no rico e interpelante horizonte de sua Doutrina Social, não se exime na tarefa de, em cooperação com segmentos da sociedade civil, no que lhe é próprio e devido, ajudar a superar injustiças e discriminações para com os pobres e vulneráveis, defesa dos direitos e promoção da justiça, apoio à democracia e contribuição na conquista do Bem comum. “A Igreja assim o faz, estando no coração do mundo solidária, na força do testemunho do Reino de Deus, a caminho”, afirmou.

Adesão e repercussões

Ao longo do ano, o Pacto ganhou a adesão de mais de 150 organizações do país. Outra nota conjunta foi publicada no dia 5 de junho: Unidos, Solidários e Mobilizados.  Nele, as organizações reafirmaram  que a luta contra a pandemia precisa continuar “apoiada na melhor ciência e condicionada pelos princípios fundamentais da dignidade humana e da proteção da vida”.

O “Pacto pela Vida e Pelo Brasil”  foi entregue ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, dia 20 de abril. Em uma coletiva de imprensa em Genebra, no 14 de maio, a alta Comissária da Organização das Nações Unidas (ONU), Michelle Bachelet, em referência ao Pacto, afirmou que o país conta com forças democráticas e uma sociedade civil dinâmica capaz de levar o Brasil num caminho certo. A Comissária apontou o “Pacto Pela Vida e Pelo Brasil”  como como um importante esforço para conter as forças anti-democráticas.

Um “Dia de Oração pela Vida e pelo Brasil” foi organizado pela CNBB no dia 15 de agosto. Ao meio dia os sinos das igrejas brasileiras badalaram em  memória das mais de 104 mil vítimas da Covid-19 à época, por seus familiares e pelos profissionais de saúde que atuam na linha de frente de combate ao novo coronavírus. Os momentos de oração foram transmitidos pelas redes sociais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e também pelos canais de TV de inspiração católicas do país.

A CNBB, em parceria com a Cáritas Brasil, no âmbito da ação emergencial É Tempo de Cuidar, organizou uma série de quatro lives no qual aprofundou os pontos centrais do Pacto. No dia 8 de setembro, a primeira série abordou o tema: “Entendendo o Pacto pela Vida e pelo Brasil: o quê? Por quê? Como?; A segunda live, no dia 15 de setembro, abordou o tema: “Os pontos específicos que nos desafiam no Brasil atual: saúde, economia e atenção aos pobres”. No dia 22 do mesmo mês, a terceira live sobre o Pacto abordou o tema: “Porque devemos ouvir a ciência se temos fé?”.

Próximos passos

Além da discussão do Pacto em suas instâncias e organismos, como seu Conselho Permanente e seu Conselho Episcopal Pastoral, a CNBB criou o Grupo de Trabalho (GT) Pacto pela Vida e pelo Brasil, uma instância que irá dinamizar as ações e compromissos assumidos no dia 7 abril diante da pandemia do novo coronavírus. O GT integra a Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Sociotransformadora da CNBB e é composto por cinco bispos, cada um representante de uma das grandes regiões do Brasil. Segundo o bispo de Lages (SC) e presidente do GT, dom Guilherme Antônio Werlang, o Pacto pela Vida e Pelo Brasil preocupa-se com a defesa de toda a vida, não apenas com a vida humana, mas também com a vida do planeta (água, terra e biomas).

 

 

 

 

 

 

 

 


Fonte: Noticias da CNBB

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