CNBB

14 de dezembro: Igreja celebra a memória de São João da Cruz – presbítero e doutor da Igreja

Nesta segunda-feira, 14 de dezembro, a Igreja celebra a memória de São João da Cruz – presbítero e doutor da Igreja. Muito jovem entrou para a vida religiosa na Ordem Carmelita. Onde permaneceu até a morte.

Reprodução

Segundo o Vatican News São João da Cruz, ainda sacerdote conheceu Teresa de Ávila e, e ficou imediatamente envolvido e fascinado pelo plano de Reforma de Teresa, também no ramo masculino da Ordem.

“Trabalharam juntos, partilhando ideais e propostas e, em 1568, inauguraram a primeira Casa para os Carmelitas Descalços, em Duruelo, província de Ávila. Naquela ocasião, ao criar com outros a primeira comunidade masculina reformada, João acrescentou ao seu nome ‘da Cruz’, com o qual ficou universalmente conhecido”, destaca o Vatican News.

João da Cruz faleceu dia 14 de dezembro de 1951 e suas últimas palavras foram: “Hoje, vou recitar o Ofício divino no céu!”. O santo teve seus restos mortais transladados para Segóvia. São João da Cruz foi beatificado, em 1675, pelo Papa Clemente X e canonizado, em 1726, pelo Papa Bento XIII.

Vida de oração e união com Deus

São João da Cruz é conhecido como “o grande santo do amor”. De acordo com o A12.com, a doutrina de João da Cruz é fiel à tradição cristã dos inícios: o fim do homem na terra é atingir a “perfeição da caridade e elevar-se à dignidade de filho de Deus pelo amor”. Ele chamava à Divina Providência “o patrimônio dos pobres”.

“A sua união com Deus está plasmada na sua obra literária, da qual podemos mencionar quatro títulos: “A subida do monte Carmelo”, “A Noite escura”, O Cântico espiritual” e “A Chama viva do amor”. As duas primeiras são textos duros e até poder-se-iam apresentar como negativos; porém, é importante entender o contexto, o qual está claro nas outras duas obras, tanto no “Cântico espiritual” como na “Chama viva do amor”, que mostram a centralidade e a motivação principal para a ascética, que é o amor a Deus”, destaca o portal A12.com.

Conheça mais da história:

“Hoje, vou recitar o Ofício divino no céu”!

A vida religiosa e a vocação Carmelita foram evidentes no final da formação de João – no civil Juan de Yepes Álvarez – filho de um casal muito pobre da antiga Castela, perto de Ávila.

Em 1563, com 18 anos, saiu do Colégio dos Jesuítas de Medina do Campo, onde havia estudado ciências humanas, retórica e línguas clássicas. Logo a seguir, o encontro com Teresa de Ávila mudou suas vidas. João a conheceu, quando era sacerdote, e ficou imediatamente envolvido e fascinado pelo plano de Reforma de Teresa, também no ramo masculino da Ordem. Trabalharam juntos, partilhando ideais e propostas e, em 1568, inauguraram a primeira Casa para os Carmelitas Descalços, em Duruelo, província de Ávila. Naquela ocasião, ao criar com outros a primeira comunidade masculina reformada, João acrescentou ao seu nome “da Cruz”, com o qual ficou universalmente conhecido.

Em fins de 1572, a pedido de Santa Teresa, João da Cruz tornou-se confessor e vigário do Mosteiro da Encarnação, em Ávila, onde a santa era priora. Mas, nem tudo foi um mar de rosas: a adesão à reforma comportou para João diversos meses de prisão por acusações injustas. Conseguiu fugir, correndo risco, com a ajuda de Santa Teresa. Ao retomar as forças, começou um caminho de grandes incumbências, até à morte, em consequência de uma longa doença e enormes sofrimentos.

São João da Cruz despediu-se de seus coirmãos, que recitavam as Laudas matutinas, em um Convento, próximo a Jaén, entre os dias 13 e 14 de dezembro de 1951. Suas últimas palavras foram: “Hoje, vou recitar o Ofício divino no céu!”. Seus restos mortais foram transladados para Segóvia.

São João da Cruz foi beatificado, em 1675, pelo Papa Clemente X e canonizado, em 1726, pelo Papa Bento XIII.

Com informações do Vatican News e A12.com
Foto de capa: Ordine dei Carmelitani Scalzi


Fonte: Noticias da CNBB

Artigos relacionados