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Entenda como será o Consistório no contexto da pandemia que criará 13 novos cardeais no sábado, 28 de novembro

Consistório no tempo da Covid-19: respeitando a tradição, mas também observando o distanciamento e outras medidas necessárias para evitar a difusão do contágio. De acordo com as explicações do Escritório das celebrações litúrgicas do Sumo Pontífice (Ucepo), como todas as celebrações neste período pandêmico, também o rito para a criação de novos cardeais realiza-se no altar da Cátedra da Basílica de São Pedro, e não na Confissão; e, consequentemente, com uma participação muito reduzida dos fiéis: cerca de uma centena de pessoas.

Redução no número de presenças

 

Assim, o evento que tradicionalmente atrai eclesiásticos e fiéis dos cinco continentes – os novos cardeais com as suas famílias e amigos, e os cardeais já membros do colégio – foi marcado pelo Papa Francisco para as 16 horas deste sábado, (na hora do Vaticano, ao 12h no horário de Brasília), 28 de novembro, no início do novo ano litúrgico.

A missa do dia seguinte, que o Papa concelebrará com os novos cardeais também na Basílica, às 10 da manhã (horário do Vaticano, 6h no horário de Brasília) do primeiro domingo do Advento, também foi confirmada. Ambas as celebrações não tomarão a forma da Capela Papal e terão lugar com um número muito limitado de pessoas: leigos, pessoas consagradas, padres e bispos ligados aos cardeais recém-criados. A este respeito, os bilhetes, emitidos pela Prefeitura da Casa Pontifícia, serão reservados apenas para aqueles que acompanharão os eclesiásticos e, portanto, nenhuma outra pessoa poderá estar presente nos dois eventos.

Máscaras sim, visitas de cortesia não

 

Além disso, em conformidade com as normas em vigor que visam contrastar a circulação do coronavírus, também no Consistório Ordinário Público para a criação de novos cardeais – o sétimo do pontificado de Bergoglio – haverá a obrigação de usar a máscara; e a única verdadeira novidade litúrgica será a omissão do abraço da paz que os novos cardeais recebem de outros cardeais de criação mais antiga.

Quanto ao resto, a celebração no sábado tem lugar como habitualmente, com a presença também dos párocos e reitores das igrejas titulares confiadas aos novos cardeais: o primeiro deles, neste caso o maltês Mario Grech, secretário-geral do Sínodo dos Bispos, cumprimenta o Santo Padre. E, sobretudo, os ritos da imposição do barrete, a entrega do anel e a atribuição do título tera lugar regularmente perante o Pontífice, destaca Escritório das celebrações litúrgicas do Sumo Pontífice Ucepo quase respondendo aos rumores e hipóteses fantasiosas que circularam em alguns meios de comunicação social nos últimos dias.

É verdade que, em conformidade com as disposições atualmente em vigor, as visitas de cortesia habituais aos novos cardeais não terão lugar. Portanto, o tradicional evento das chamadas “visitas calorosas” ao Vaticano, onde amigos e conhecidos prestam homenagem aos escolhidos em algumas salas do Palácio Apostólico e na Sala Paulina, não será realizado.

Participação à distância

A atual emergência, enfim, terá repercussões na participação, antes de tudo, dos diretamente interessados: dos treze anunciados pelo Papa no Angelus de 25 de outubro passado, onze deverão estar presentes, dado que os dois asiáticos – o filipino José Fuerte Advincula, arcebispo de Capiz, e Cornelius Sim, vigário apostólico de Brunei – já comunicaram que não participarão “por causa da contingente situação sanitária”. A este respeito, a Sala de Imprensa da Santa Sé anunciou que “os cardeais serão igualmente criados no Consistório”.

Um representante do Santo Padre, em outro momento a ser determinado, irá entregar-lhe o barrete, o anel e a bula com o título”. Por outras razões, também ligadas às condições de saúde e à idade avançada, existem pelo menos cinco precedentes recentes de novos cardeais incapazes de receber as insígnias do Papa: Sebastian Koto Khoarai, do Lesoto, em 2016; o colombiano José de Jesús Pimiento Rodríguez, em 2015; os italianos Loris Capovilla, em 2014, e Alberto Bovone, em 1998, e o dominicano francês Yves Congar, em 1994.

Muito mais amplo poderá ser o número de deserções no resto do Colégio dos Cardeais, cujos membros impossibilitados de chegar a Roma poderão unir-se à celebração, participando remotamente da sua sede, através de uma plataforma digital que lhes permitirá coligar-se à Basílica do Vaticano.

Com informações do VaticanNews


Fonte: Noticias da CNBB

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