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Animação Missionária é o eixo central da vida cristã que visa tornar missionárias as pessoas, instituições e comunidades

A Animação Missionária é uma das quatro prioridades de atuação no campo da missão que integram o Programa Missionário Nacional (PMN) que tem se tornando uma ponte de integração entre a missão e o missionário e está em sintonia com as Diretrizes Gerais para a Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE 2019-2023) da CNBB.

O trabalho é feito pelos organismos missionários como a Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), as Pontífícias Obras Missionárias e outros organismos membros do Conselho Missionário Nacional (COMINA).

Dom Giovanni Crippa

Para o bispo de Estância e membro da Comissão para a Ação Missionária da CNBB, dom Giovanni Crippa, a Animação Missionária é a ação pastoral que visa tornar missionárias as pessoas, as instituições, as igrejas particulares e as comunidades cristãs.

Segundo o bispo, o Concílio Vaticano II, enfatizando a responsabilidade missionária da Igreja local, a chamou a ser sujeito da missão e parte ativa na animação missionária. A animação missionária é um elemento central da vida cristã, “pedra angular da pastoral ordinária” (Redemptoris missio 83) da Igreja local.

“A Missão em relação ao mundo inteiro é o fim da existência da Igreja, é constitutivo de cada Igreja particular: ela é chamada a manifestar a ânsia missionária de Cristo, que não tem limites. É Igreja verdadeira se testemunhar que Deus ama não somente a nós, mas a todos. É ‘local’ para indicar o lugar a partir do qual deve olhar o mundo, e não para indicar o lugar onde encerrar o nosso olhar”, ressalta.

Irmã Patrícia Souza. Foto: POM

Dentro desse contexto, a vida missionária precisa sempre e cada dia de novo ser animada para que cada pessoa possa primeiro realizar o seu encontro pessoal com o Salvador e a seguir ser missionário, explica a Secretária Nacional da Pontifícia Obra da Infância e Adolescência Missionária (IAM), Irmã Patrícia Souza. Ela destaca ainda que a animação missionária perpassa as diversas faixas etárias e todas as realidades e regiões do Brasil.

“Em um país tão grande e plural como é o Brasil é de fundamental importância que se tenha um Programa Missionário Nacional para que se possa assegurar a sinodalidade, essa busca de caminhar juntas e juntos e que com diversos e diferentes passos possa se garantir a comunhão e a unidade na ação missionária”, destaca.

De acordo com dom Giovanni Crippa, ser missionário é ter consciência de ter recebido um dom precioso que, ao mesmo tempo, precisa ser oferecido. “A missão, portanto, nasce do amor, do amor que cada um de nós tem para com Jesus. Tanto mais amamos Jesus, tanto mais sentimos a necessidade de falar dele”.

E continua: “a missão é uma dimensão do meu ser cristão; a missão não poder ser feita por outra pessoa, mas por mim porque ela é a medida do meu amor para com Jesus. Se nós não fizermos missão não poderíamos ser considerados cristãos. Se eu não me sentir impulsionado a tornar visível o amor que sinto para Jesus, aquele amor não pode ser verdadeiro”, disse o bispo.

Mês missionário 2020

Durante todo o mês de outubro, a Comissão Episcopal para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em parceria com as Pontifícias Obras Missionárias (POM) e outros organismos membros do COMINA – Conselho Missionário Nacional, realiza a Campanha Missionária 2020 que este ano traz como tema: “A vida é missão” e o lema “Eis-me aqui, envia-me” (Is 6,8).

Até o fim do mês, diversas atividades serão realizadas semanalmente Todas as quartas-feiras, às 15h30, tem o Terço Missionário nas emissoras de rádio e TV católicos e todas as quintas-feiras, tem live da comissão em parceria com a Edições CNBB, às 15h, no perfil do Facebook e no canal do Youtube da Edições CNBB @edicoescnbb. Os dois eventos são retransmitidos nos canais da conferência e das POM.

Nesta quinta-feira, 13 de outubro, às 15h, acontece a terceira live missionária que terá como tema: “Mês Missionário – Prioridade da Animação Missionária”, em sintonia com o Programa Missionário Nacional e a Campanha Missionária 2020. Os convidados são: Dom Giovanni Crippa, Bispo de Estância – Sergipe e membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial, e Irmã Patrícia Souza, Secretária da obra da Infância e Adolescência Missionária das Pontifícias Obras Missionárias. A mediação será da assessora da Comissão, irmã Sandra Regina Amado. CNBB.

IAM

A Pontifícia Obra da Infância e Adolescência Missionária (IAM) tem sua data de fundação em 19 de maio de 1843. Foi quando Dom Carlos Augusto Maria José de Forbin-Janson, então bispo de Nancy (França), sensibilizou se com a realidade descrita pelos missionários que evangelizavam na China, com os quais possuía estreita ligação desde a adolescência.

 Para atender ao pedido dos missionários, Dom Carlos convocou as crianças da França para ajudar outras crianças. Com essa inquietação missionária, o bispo conversou com Paulina Jaricot, fundadora da Pontifícia Obra da Propagação da Fé. Assim, as crianças francesas comprometeram-se em rezar uma Ave-Maria por dia pelas crianças da China e a ajudá-las com uma moeda ao mês, expressão de caridade cristã e solidariedade universal.

Em 1922, o Papa Pio XI declarou a Obra da Santa Infância como “Pontifícia”, ou seja, ela difere da atividade apostólica transitória, pois sua organização e testemunho são aprovados e assumidos como Obra evangelizadora a serviço de toda a Igreja.

Por meio do olhar atento às realidades universais, os missionários da IAM agem em suas realidades locais, como protagonistas da missão, comprometidos com os objetivos da IAM de:

  1. Suscitar o espírito missionário universal entre as crianças e adolescentes;
  2. Cooperar espiritualmente com orações, sacrifícios e testemunho de vida;
  3. Despertar e fortalecer as vocações missionárias, no anúncio de Jesus Cristo aos que ainda não o conhecem;
  4. Incentivar pais, educadores e assessores a promoverem o protagonismo das crianças e adolescentes na evangelização e solidariedade universais;
  5. Cooperar materialmente com ofertas, fruto de renúncias, para ajudar as crianças e adolescentes necessitados dos cinco Continentes.

Os grupos da IAM são formados por até 12 crianças ou adolescentes. Esses grupos são organizados por proximidade de faixas etárias. Terão o acompanhamento de um/a assessor/a (adulto). As crianças ou adolescentes, além de escolher uma equipe de coordenação para dinamizar os encontros, farão a distribuição dos compromissos necessários para o bom andamento do grupo.

A Infância e Adolescência Missionária (IAM) é um estilo de vida, um jeito especial de ser durante todos os dias da semana, assumido junto ao grupo. Participam da Obra, crianças e adolescentes que se identificam com o carisma “Criança e adolescente rezando e ajudando crianças e adolescentes”.

Acompanha e orienta um ou mais grupos, favorecendo o protagonismo das crianças e adolescentes segundo o carisma da IAM. Deve ter idade igual ou superior a 16 anos.

Foto de Capa: JM de Figueirópolis (TO)

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Fonte: Noticias da CNBB

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