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Presidente da CNBB comenta a Fratelli Tutti: “Não há sociedade feliz sem a fraternidade. Não há vivência cristã sem o amor fraterno”

O arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo, divulgou hoje, 8 de outubro, um vídeo no qual comenta e destaca pontos da Encíclica Fratelli Tutti lançada pelo Papa no último dia 3 de outubro, em Assis na Itália. O presidente da CNBB agradeceu ao Santo Padre pela publicação. “Gratidão ao amado Papa Francisco, dom e inspiração para a Igreja, sempre a serviço da humanidade”, disse.

Segundo dom Walmor, a Encíclica apresenta ao mundo um itinerário para superar indiferenças, debelar hostilidades e inspirar uma conversão global que vai da dimensão individual à escola planetária. “Não há sociedade feliz e saudável sem relações fundamentadas na fraternidade. Não há vivência da fé cristã sem o amor fraterno”, afirmou.

O presidente da CNBB deu ênfase aos males (perseguição aos migrantes e refugiados, as guerras, o fundamentalismo, o descasos com os povos tradicionais, as muitas formas de discriminação e o preconceito) que ferem as relações humanas e conduzem a civilização para o caos. Esses males, segundo a Encíclica, são sintomas de uma doença global: a incapacidade de enxergar que o outro e a outra como irmãos e construir relações fraternas.

As hostilidades, apontou dom Walmor, também se reproduzem no Brasil, nas polarizações vividas  nos contextos familiares, da própria Igreja e nas redes sociais que revelam falta de fraternidade na regência das relações. Para dom Walmor, é preciso mudar e o texto do Papa Francisco remete ao essencial do que ensina Jesus e inspira a humanidade a trilhar o caminho do amor fraterno.

“A vida é a arte do encontro”

Dom Walmor disse ter sido, particularmente, tocado em seu coração ao ler os versos: “A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro na vida”, extraídos da canção Samba da Bênção, do poeta brasileiro Vinicius de Moraes, composta em parceria com Baden Powell, em 1967. A frase foi utilizada para se incentivar a cultura do encontro, em que todos podem aprender algo com o outro, e foi citada no item 215 do texto.

“A encíclica Fratelli Tutti merece dedicada leitura pois cada palavra é densa de lições. Sua leitura deve se desdobrar em gestos concretos para inspirar genuína conversão. É o que peço a você! Ao ler a Encíclica que cada pessoa repense suas próprias relações, recompondo laços de fraternidade”, disse.

Dom Walmor destacou ainda que o ser humano não avança em seu caminho existencial sem cultivar abertura à fraternidade. “Da mesma forma, nenhuma sociedade consegue dar passos novos, sem reconhecer que todos, indistintamente, merecem ser respeitados, considerados e  promovidos. “Leia a Encíclica, com gosto, ânimo e coragem para mudar. Compartilhe-a e viva os seus ensinamentos”, reiterou.

Confira no vídeo, abaixo, a íntegra dos comentários do presidente da CNBB.

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