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XXV Domingo do Tempo Comum

Dom Eurico dos Santos Veloso
Arcebispo Emérito de Juiz de Fora (MG)

 

“Meus pensamentos não são como os vossos pensamentos e vossos caminhos não são como os meus caminhos, diz o Senhor” (Is 55,8)   

Hoje, ao celebrar a Liturgia do XXV Domingo do Tempo Comum, somos convidados a refletir sobre os caminhos e desígnios de Deus, aos quais estes estão acima dos pensamentos e caminhos dos homens, assim como o céu está acima da terra.

Na Primeira Leitura, extraída do Livro do Profeta Isaías (Is 55,6-9), o autor sagrado nos mostra a importância na busca constante pelo Senhor. Abandonando o homem injusto que possa viver em nossos corações e buscar a generosidade do perdão de Deus. Tudo isto, para demonstrar que os desígnios de Deus estão acima das nossas limitações e mesquinhez, assim, “meus pensamentos não são como os vossos pensamentos e vossos caminhos não são como os meus caminhos, diz o Senhor” (cf. Is 55,8)

O Salmo – Sl 144,2-3.8-9.17-18 (R. 18a), traz a resposta de todos aqueles que confiam em Deus e O invoca, afinal “Misericórdia e piedade é o Senhor, Ele é amor, é paciência, é compaixão. É justo o Senhor em seus caminhos, é santo em toda obra que ele faz. Ele está perto da pessoa que o invoca, de todo aquele que o invoca lealmente” (cf. Sl 144,8.17-18).

A Segunda Leitura, extraída da Carta de São Paulo aos Filipenses (Fl 1,20c-24.27a), “especifica que a existência terrena de um cristão é a sua união com Cristo, onde tal relação não pode ser perturbada pela morte, ao contrário, deve-se fortalecer. Por isto, quem deseja uma união total com Cristo e, ao mesmo tempo, torná-lo conhecido, não sabe o que escolher” (cf. Missal Dominical – Missal da Assembleia Cristã). Assim, confiar em Deus e nos Seus caminhos, vive esta dualidade, mas “só uma coisa importa: vivei à altura do Evangelho de Cristo” (cf. Fl 1,27a)

O Evangelho, extraído de Mateus (Mt 20,1-16a), “diz-nos que Deus chama à salvação todos os homens, sem considerar a antiguidade na fé, os créditos, as qualidades ou os comportamentos anteriormente assumidos. A Deus interessa apenas a forma como se acolhe o seu convite. Pede-nos uma transformação da nossa mentalidade, de forma a que a nossa relação com Deus não seja marcada pelo interesse, mas pelo amor e pela gratuidade.” (https://www.dehonianos.org/portal/25o-domingo-do-tempo-comum-ano-a0/ – acesso em 17 de set de 2020). Portanto, não importa o momento, o tempo, a ocasião em que Deus chama aqueles que Ele ama, mas sim que todos tenha o acesso “a mesma moeda de prata”, afinal, o Amor de Deus é tudo em todos, sem distinção, “a salvação é sempre um dom de Sua bondade” (cf. Missal Dominical – Missal da Assembleia Cristã).

Enfim, que possamos buscar sempre mais aproximar-nos dos Caminhos do Senhor, observando a lei no amor a Deus e ao próximo, a fim de que possamos alcançar a vida eterna.

Saudações em Cristo!

 

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Fonte: Noticias da CNBB

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