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XIX Domingo do Tempo Comum

Dom Eurico dos Santos Veloso
Arcebispo Emérito de Juiz de Fora (MG)

 

“Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água.” (cf. Mt 14,28b)

Na Liturgia do XIX Domingo do Tempo Comum, somos convidados a refletir sobre os momentos da manifestação de Deus através do encontro com sua maior obra, o homem, por meio da necessidade que Ele é invocado, por nós, através da Fé!

Na Primeira Leitura, extraída do livro Primeiro Livro dos Reis (1Rs 19,9a.11-13a), é relatado a ida do profeta Elias até o Monte Horeb, onde a palavra do Senhor foi lhe dirigida para permanecer naquele local sagrado e esperar a passagem do Senhor. Ora, antes da passagem do Senhor aconteceu um vento impetuoso, que desfazia montanhas e quebrava rochedos; houve um terremoto; e depois veio o fogo, porém em nenhum destes eventos Deus estava presente. “E depois do fogo ouviu-se um murmúrio de uma leve brisa. Ouvindo isto, Elias cobriu o rosto com o manto, saiu e pôs-se à entrada da gruta”. (cf. 1Rs 19,12-13a). Ora, a manifestação de Deus não está nos fenômenos naturais grandiosos (…) mas no sopro leve da brisa, como que significando a espiritualidade e a intimidade das manifestações de Deus ao homem. (cf. Missal Dominical).

O Salmista invoca a presença do Altíssimo para conosco, através das Palavras de Salvação e da Paz que se vem, sendo que, quando isto acontecer e ser recepcionado por todos os corações tudo aquilo que achávamos improvável irá se realizar: “A verdade e o amor se encontrarão, a justiça e a paz se abraçarão; da terra brotará a fidelidade, e a justiça olhará dos altos céus. O Senhor nos dará tudo o que é bom, e a nossa terra nos dará suas colheitas;

justiça andará na sua frente e a salvação há de seguir os passos seus” (cf. Sl 84, 11-12. 13-14).

O Evangelho demonstra a concretização da presença do Altíssimo ao encontro dos seus filhos amados, onde Mateus (cf. Mt 14,22-33) relata os discípulos em meio a tempestade dentro da barca, longe da terra. E a barca agitada pelas ondas e ventos. Ora, o mar agitado é sinal das tribulações que todos nós passamos em nossas vidas. E, com os discípulos foram a mesma situação, onde viram suas vidas quase a perecer, mas Jesus veio aos discípulos, andando sobre o mar, demonstrando que nenhuma agitação, nenhuma tribulação é maior que o Amor de Deus.

Pedro, ao avistar o Cristo, exclama: “Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água.” (cf. Mt 14,28b), ora estas palavras é uma demonstração de Fé do discípulo para o Senhor e, Jesus, o chama “Vem”. Ao chamar com este “vem”, Cristo demonstra aos seus amados que nenhuma agitação, nenhuma tormenta consegue nos impedir de ir ao Seu encontro. Porém, temos que ter fé e seguir enfrentando tudo e todos, pois se termos medo, iremos cair no mesmo erro que Pedro ao sentir medo com o vento. Assim, fica este duplo ensinamento a nós: Com Deus conseguimos enfrentar todos os mares agitados de nossas vidas e Com Deus não podemos ter medo de enfrentar “os fenômenos naturais” do mundo e da sociedade.

Neste domingo iremos pedir que Deus abençoe todos os pais e a sua missão de educar na fé seus filhos. Aos pais que estão no céu nossa saudade e nossa prece pelo seu eterno descanso!

Peçamos a Deus que nos agracie todos os dias para o exercício da nossa Fé a Ele, pois somente assim, poderemos enfrentar todas as tempestades, todas as torrentes, todo o fogo, todos os terremotos que possam advir em nossas vidas, mas nada disso irá nos abalar, pois nossa Força e Vitória tens um nome e é Jesus!

Saudações em Cristo!

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Fonte: Noticias da CNBB

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