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Pais solícitos e esperançosos para com a vida

Dom Roberto Francisco Ferreria Paz
Bispo de Campos ((RJ)

Um dos desafios significativos da pandemia viral foi, para muitos pais, o retorno à casa, como não só lugar de proteção e cuidado, mas o centro da comunicação, ensino on-line,convivência cotidiana e lar afetivo. A terceirização de funções educativas, por vezes precipitada, e outras que tem a ver com a socialização e formação dos valores e da transmissão e renovação cultural, foram limitadas pelo isolamento social.

Certamente,houve dificuldades, e até conflitos, mas para a maioria foi uma retomada de um diálogo existencial e familiar que revelou a profunda sabedoria e riqueza que trazem os filhos, como cada geração acrescenta perspectivas e olhares novos. Mas, para os filhos, mostrou o quanto os pais são importantes e referenciais para aprender a viver. Não falemos só dos cuidados com a higiene, uso de máscara e respeito ao distanciamento,como de uma alimentação nutritiva e saudável, mas do desenvolvimento do caráter e da personalidade que na interação do lar permitem construir de modo equilibrado as relações de paternidade, filialidade, fraternidade, e responsabilidade, que configuram e marcam a pessoa humana.

O encontrar-se e comunicar-se no ambiente familiar nos habilita a nos conectarmos com o mundo de uma forma cordial, dialógico e tolerante no respeito e na valorização do outro. Mas, os pais, também como primeiros educadores e formadores da consciência e do sentido da vida, serão os responsáveis de encantar e apresentar a necessidade de religar-se com Deus, de viver a dimensão do transcendente como um relacionamento essencial e significativo, que dá sabor à vida e proporciona as respostas mais importantes e fundamentais.

Por isso, os pais são insubstituíveis no seu acompanhamento, solicitude e cuidado, pois com eles aprendemos a esperançar a vida, a ter sonhos, a descobrir nossa vocação e ideal. Sempre seremos devedores a eles; quebom é relembrar dos primeiros passos, das primeiras palavras, das conquistas que fomos acrescentando em nossa biografia, mas nunca esqueçamos que não caminhamos sozinhos, mas sempre apoiados, acalentados e certamente muito amados pelos nossos pais. Que o nosso querido e adorado Pai dos céus os cuide, recompense e sempre os ilumine na sua nobre e preciosa missão. Deus seja louvado!

 

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Fonte: Noticias da CNBB

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