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Jesus nos dá a sua paz

Dom Vital Corbellini
Bispo de Marabá (PA)

 

            No evangelho de João (Jo 14,27-31a), Jesus nos dá a sua paz, nos deixa o seu dom messiânico. Ele mesmo no-la quer dar com alegria e com amor. Esta não é dada como o mundo a dá, muitas vezes com o silencio das armas, mas Jesus nos dá com o coração, com a reconciliação, com amor de verdade. É a paz do Senhor dada para nós, que é salvação aos seus discípulos. A paz é presença de Jesus que anima a caminhada da gente. A paz é o coração da obra salvífica de Jesus Cristo, o seu dom pessoal e intimo, para os discípulos na linha das promessas do AT no qual se disse que o menino que nascerá será Príncipe da paz, que é preciso orar a Deus pela paz (Is 9,5; Jr 29,7). A paz no mundo é dada na exterioridade. Construamos a paz que vem de Jesus, nos meios familiar, comunitário e social.

            Jesus voltará ao Pai, mas não abandonará os seus discípulos e com todos nós. Se nós o amassemos de fato, ficaríamos alegres porque Jesus vai ao Pai. Jesus coloca-se na unidade com o Pai, porque tudo é feito em comunhão com Ele. Nada é feio sem o Pai. Se os discípulos fossem à altura de amar a Jesus antes mesmo da redenção, ficariam alegres que Jesus volte ao Pai, sendo o principio do ser e do agir do Filho, de Jesus. Os discípulos são chamados a acreditar em Jesus, quando as coisas acontecerem, pela sua morte e ressurreição. Todo o discurso de Jesus Cristo está na perspectiva da sua morte gloriosa, a qual assinala uma interrupção da presença terrena de Jesus, não sendo como definitiva. A morte é como o chefe deste mundo, na qual ele vem, mas não tem nenhum poder sobre Jesus. O mundo reconhecerá que Jesus ama o Pai e que Ele procede conforme o Pai ordenou. Cristo Jesus garante-lhes que o poder deste mundo, não tem nenhuma força sobre Ele. Jesus venceu a Satanás no inicio de sua missão no deserto, pela expulsão de demônios nas pessoas ao longo do anúncio do Reino de Deus, e o venceu na cruz, pela sua fidelidade ao Pai até o fim. Ele dá a sua vida pela salvação de toda a humanidade. Por isso mesmo, reforça o dado que Ele ama o Pai e faz tudo o que lhe é agradável. O amor dele é total, de entrega no qual não reserva nada para si mesmo. É um amor absoluto, de vida verdadeira no Pai. O seu sangue será derramado até as últimas conseqüências. Percebemos que a ação de Jesus anda em conformidade com o Pai, naquilo que o Pai deseja que Jesus faça neste mundo. É uma unidade de verdade, de paz e de amor. O mundo deve reconhecer que Jesus ama o Pai, que tudo o foi feito pelo Filho neste mundo, foi realizado em unidade com o Pai para que Ele seja glorificado no Filho. Neste tempo de Pandemia reflitamos a Palavra de Deus que anima a caminhada da gente e revigora as forças para sermos testemunhas do amor do Senhor neste mundo e um dia na eternidade.

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Fonte: Noticias da CNBB

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