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Domingo de Páscoa num tempo de Pandemia

Dom Vital Corbellini
Bispo de Marabá (PA)

 

Neste período pascal, de ressurreição do Senhor Jesus Cristo, estamos rezando as missas sem a presença dos fiéis, via face book, instagram e youtube, rádios e TVs. Usemos estes meios para evangelizar e sermos próximos do povo em casa, nas suas famílias, que não pode estar fisicamente na Igreja e assim evitar a proliferação comunitária do Coronavírus (Covid 19). É uma forma nova de comunicação, de evangelização que as nossas paróquias, e todos nós como ministros estamos realizando com fé, esperança e a caridade. O povo de Deus está nos acompanhando, rezando conosco. Isso é um fator positivo para que tudo seja conforme a vontade de Deus e assim possamos superar o quanto antes a pandemia que está atingindo milhares de pessoas seja pelo contagio, seja pelo número de mortos no Brasil e no mundo. Vimos no dia 12 de abril, a consagração à Nossa Senhora de Guadalupe, onde alguns bispos e leigos falaram com fé e amor, onde rezamos juntos pelo bem de todos. Pedimos à Nossa Senhora de Guadalupe que leve os pedidos de todos ao seu Filho Jesus Cristo! Vemos também a importância das equipes da Pastoral da comunicação nesta missão de divulgar as celebrações e orações.

Celebramos a Páscoa do Senhor. Se todo o domingo é a comemoração da ressurreição de Cristo, de uma forma particular, no domingo de Páscoa comemoramos a sua Páscoa, a passagem da morte do Senhor para a vida. É a festa das festas, na expressão de São Gregório de Nazianzo. Esta é a mais importante do ano litúrgico, aquela que dá sentido pleno, porque celebramos a ressurreição de Jesus. É uma festa de luz; o Senhor ressuscitado nos ilumina, coloca em nossos corações uma imensa alegria, uma imensa esperança, e nos enche também de amor. A mensagem central é: Cristo ressuscitou dos mortos. Cristo não está mais no sepulcro, mas Ele está vivo e caminha com os seus discípulos e está no meio de nós. É o eterno vivente. Esta é a novidade que Deus nos dá no seu Filho Jesus Cristo.

            Nós comemos e bebemos com ele após a sua ressurreição dentre os mortos. O Pai ressuscitou Jesus dos mortos. O Senhor venceu a morte tornando-se o Juiz e Senhor dos vivos e dos mortos. A morte não possui mais sentido nele. A ressurreição mostra a unicidade da pessoa de Cristo; o mesmo que morreu sobre a cruz, é o ressuscitado. Com a ressurreição, Cristo não está mais sujeito à morte e à corrupção do corpo. Ele agora vive para sempre, como Ele o era antes da encarnação. É o Deus da vida, na qual acreditamos com muita alegria no coração, como Ele tinha dito; Eu sou o caminho, a verdade e a vida, a ressurreição. Quem acredita nele não verá jamais a morte.

            A ressurreição de Jesus mostra como é a nova realidade; cheia de graça e de vida nova. Jesus retomou novamente a vida, só que agora na dimensão divina. A ressurreição revela o sentido de sua paixão, mostrando todo o seu valor, que a paixão não foi uma derrota, mas uma vitória, a vitória do amor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas. O maior amor é aquele de dar a vida pelos amigos. Ele obteve a vida nova que não é aquela terrena.

            Nesta páscoa queremos estar unidos a todo o povo de Deus, aos trabalhadores da saúde, a toda a Igreja, ao Papa Francisco, aos desempregados, moradores de rua, aos doentes da Pandemia e de outras doenças, pessoas necessitadas, aos ministros consagrados, a todas as famílias, no sentido de desejar a todos uma feliz páscoa. O momento é de solidariedade. Feliz Páscoa, Cristo ressuscitou dos mortos, aleluia!

 

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Fonte: Noticias da CNBB

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