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Pastoral Carcerária leva apoio espiritual e emocional aos presídios de Londrina

A Pastoral Carcerária local realiza, em Londrina (PR) visitas aos presídios e às cadeias públicas e presta apoio espiritual e emocional aos encarcerados visando a defesa da vida e a promoção da dignidade humana, abrangendo também aspectos da vida social e moral dos detentos e de seus familiares.

O trabalho de assistência religiosa da pastoral vai além das visitas de escutas, desabafos e relatos da vida de quem está privado de liberdade. Os agentes falam sobre o amor de Deus, fazem orações, promovem celebrações periódicas da Eucaristia e da Palavra, distribuem kits de higiene pessoal e bíblias.

Foto: arquivo pessoal

Para desenvolver este trabalho os agentes passam por constantes momentos de formação. O último deles foi nos dias 23 e 24 de novembro de 2019, na Casa de Retiros Monte Carmelo, no Jardim Nova Esperança, em Londrina (PR) e reuniu os agentes para falar sobre a questão da mulher presa do estado do Paraná.

Ao todo, 41 pessoas de dez dioceses do Estado participaram da formação coordenada pela irmã Luciene Melo, coordenadora estadual da pastoral carcerária do Paraná, e Cristina da Silva Souza Coelho, coordenadora estadual da pastoral carcerária da questão da mulher presa.

Todo esse trabalho ganhou um reforço, no segundo semestre de 2019, com o apoio financeiro do Fundo Nacional de Solidariedade composto por recursos oriundos da Campanha da Fraternidade da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) por meio do projeto “Por uma pastoral carcerária mais humana e solidária no Paraná”.

Foto: arquivo pessoal

“O projeto foi de suma importância para a Pastoral. Possibilitou a realização das propostas e necessidades dos agentes da pastoral e dos encarcerados permitindo assim um maior conhecimento e valorização da dignidade humana tanto do agente como dos encarcerados”, destaca irmã Luciene Melo, coordenadora estadual da pastoral carcerária do Paraná.

A formação trouxe dados do Departamento Penitenciário (Depen) da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária do Governo do Estado do Paraná que mostram que no estado já são 1.850 mulheres privadas de liberdade. Dessas 1378 mulheres estão sob a custódia do Depen e 472 estão em cadeias e distritos policiais no Paraná.

Dados do censo de 2016 mostram que o Brasil tem 44.721 mulheres presas. Dessas, 61% são negras, 58% são analfabetas e 90% são mães e que representa 7% da população carcerária brasileira e os dados mostram que o Brasil é o quinto lugar do mundo em prisão de mulheres.

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Fonte: Noticias da CNBB

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