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Dom José Gislon

Dom Gil Antônio Moreira
Arcebispo de Juiz de Fora

Ao dar início ao II Sínodo de nossa Arquidiocese juiz-forana, recordemos alguns acenos da caminhada de nossa Igreja Particular na última década, quando a iniciamos celebrando o I Sínodo Arquidiocesano. 

A missão da Igreja, e por consequência de seus Pastores, é levar Cristo a todos e todos a Cristo. O fim de toda pastoral é fazer com que Cristo seja cada vez mais conhecido, amado, ouvido e acolhido. Ser missionário é o resultado da união pessoal e amorosa com Cristo, a plena confiança na sua palavra, atender aos seus acenos para que o mundo nele creia e todos vivam como ele ensinou. Como afirmou São João Paulo II, “toda a pastoral da Igreja é programada tendo em vista a santidade, reforçando mesmo que o papel dos bispos é este: Convidar os cristãos a serem santos, pois a santidade é a plenitude do ser humano”. (cf Novo Millenium Ineunte). Na unidade dos filhos da Igreja, caminho de santidade pastoral, está expressa a força do mandamento do Senhor: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos tenho amado. Nisto conhecerão que sois meus discípulos” (Jo. 13, 34-35). 

 Concretamente, tudo se realiza pelo impulso que o Senhor deu aos seus discípulos, ao momento da Ascensão: “Ide fazer discípulos entre todas as nações e batizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-lhes a observar tudo o que eu vos ordenei. Eis que estarei convosco até o fim dos tempos” (Mt. 28, 19-20). Como é consolador para um Pastor ouvir esta ultimíssima palavra do Senhor: estarei convosco!   

Durante estes dez anos que aqui me encontro, tendo recebido esta Igreja Particular juiz-forana no dia 28 de março de 2009, pelo ato de posse canônica, nomeado que fui pelo Papa Bento XVI, aqui tenho procurado, dentro dos meus limites pessoais, envidar esforços para que ela cresça em todos os seus aspectos eclesiais, despertando o senso da unidade entre o clero, entre os leigos, entre as paróquias e entre as demais forças vivas desta grei. Todo Pastor deve mover-se interiormente pela palavra de São João Batista, o Precursor: “É preciso que ele cresça e eu diminua” (Jo 3, 30). Conforma-me também o meu lema episcopal, “Scis quia amo te” (Jo 21, 17). 

Nossa primeira proposta ao clero e ao povo, naquele início de nosso ministério, foi celebrar um sínodo arquidiocesano que possibilitasse ampla revisão e nova programação da vida eclesial, com olhares voltados para o passado, para o presente e para o futuro, ouvindo a todas os grupos organizados e até mesmo pessoas individuais. A proposta foi vivamente acolhida pelo Clero e pelo povo e assim demos início ao nosso ministério, unido ao clero e imensa participação dos leigos.  

 

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Fonte: Noticias da CNBB

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