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Nova Comissão Brasileira Justiça e Paz toma posse em missa presidida por Secretário-Geral da CNBB

Tomou posse nesta quinta-feira, 12 de dezembro, em Brasília, a nova coordenação da Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP), organismo vinculado a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que trabalha com o serviço do Desenvolvimento Humano Integral à luz do Evangelho e na tradição dos ensinamentos sociais da Igreja. Ao todo são 24 integrantes, sendo 12 titulares e 12 suplentes.

A Santa Missa foi presidida pelo bispo auxiliar do Rio de Janeiro e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portela Amado, que fez paralelo da história de Nossa Senhora de Guadalupe, cuja dia é celebrado também neste dia 12, com a liturgia do advento em que o profeta convida a aplainar os caminhos do Senhor.

Carlos Moura. Foto: arquivo pessoal

O ato de posse se deu logo após a celebração quando o então secretário executivo da CBJP, Carlos Moura, agradeceu pelo tempo em que esteve à frente da comissão e desejou um bom mandato aos novatos.

“Estou deixando a secretaria executiva com o sentimento e dever cumprido dessa caminhada de superação de obstáculos. Com o sentimento de responsabilidade e fé chegamos a esse ponto de passar a missão para outros homens e mulheres”, destacou Carlos Moura

De acordo com Daniel Seidel, um dos integrantes que permanecerá por mais um mandato, que é de 4 anos, a CBJP é uma comissão de caráter laical, mesmo tendo dois religiosos acompanhando o trabalho. Segundo ele, essa foi a maior renovação de membros com 19 novos integrantes. “Com essa renovação os antigos membros passam automaticamente a serem consultores dos novos já que dessa a comissão foi formada pelo maior número de novos membros”, disse.

César Brito. Foto: Caio Lima/CNBB

Os advogados César Brito e Márcio Gontijo, que passa a integrar a CBJP, contam que encaram a nomeação como missão e desafio de combater à desigualdade e injustiça no Brasil. “A comissão passa a ter um papel importante no país, neste momento, em que o ódio se generaliza que a violência passa a ser a resposta e argumento, ressalta César Brito. 

Já Márcio Gontijo destaca que o trabalho na comissão é a concretização de ideais cristãos principalmente de proteção aos desfavorecidos e marginalizados.

Márcio Gontijo. Foto: Caio Lima/CNBB

“Hoje, mais do nunca, o trabalho de Justiça e Paz é de extrema necessidade quando vemos indígenas sendo assassinados a sangue frio, quando vemos racismo se manifestando de forma violenta e pessoas morrendo com balas perdida nas favelas como se fossem seres humanos descartáveis. Então, esse olhar para os pobres, os excluídos e desprotegidos é de extrema importância e o trabalho de forma geral pela democracia porque ela sempre contribuiu para os ideais cristãos de justiça, solidariedade e paz”, ressalta. 

Logo após a celebração, os membros da Comissão realizaram uma reunião extraordinária para tratar do início dos trabalhos. Criada em 1971, a CBJP atentou, desde a sua fundação, à especialíssima estratégia que implicava a realização dos objetivos do motu proprio, num país continente, e dentro da especial densidade da ação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil para desenvolver a sua pastoral.

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Fonte: Noticias da CNBB

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