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A fé do Centurião romano ao Senhor Jesus Cristo

Dom Vital Corbellini
Bispo de Marabá (PA)

Jesus curou um empregado que estava acamado à distância, do centurião, oficial romano que estava em Jerusalém com uma centena de soldados romanos. “Ele está sofrendo terrivelmente com uma paralisia”, disse o centurião a Jesus. Jesus lhe disse que iria curá-lo. O oficial manifesta a sua indignidade de que o Senhor pudesse entrar em sua casa, mas manifestou a sua fé em Cristo Jesus, no sentido de que uma só palavra do Senhor que fosse dita, o seu empregado ficaria curado. Ele esperava apenas uma palavra de Cristo Jesus, e teria a certeza de que o seu empregado estaria bem. Foi o que ocorreu porque Jesus disse que iria curá-lo. Somente a sua palavra dita era suficiente para deixá-lo melhor, com saúde. O oficial era de fato uma pessoa de fé no Senhor. Pois logo em seguida falou ao Cristo Jesus que ele também era subordinado e tinha soldados debaixo de suas ordens, de modo que as pessoas lhe obedeciam quando ele se expressasse; vai e ele vai, vem e a pessoa vem, faze isto e ele faz. Da mesma forma como as coisas ocorriam pelas ordens dadas, assim também o oficial romano acreditou que uma ordem que o Senhor desse, sendo a sua palavra, o seu servo ficaria curado, saindo daquela situação de enfermidade. O empregado ficou curado pela palavra de Jesus dada ao oficial romano. É interessante esta adesão que a cura dada à distância não o foi pela raça, mas pela fé. Jesus reconheceu a fé daquele homem, ao afirmar que nunca encontrou em Israel, alguém que tivesse tanta fé como aquele centurião romano. Jesus elogiou a atitude fiel do oficial romano, que provinha do mundo pagão, mas que seguia os passos de Jesus Cristo. Jesus continuou o seu discurso afirmando que muitos virão do Ocidente e do Oriente, e se sentarão à mesa no Reino dos céus, junto com Abraão, Isaac e Jacó, os três patriarcas que foram fiéis ao Senhor, amaram o Senhor e viveram os mandamentos da Lei do Senhor, de modo que estão do Reino dos céus. O centurião seria sem dúvida, um dos primeiros dentre tantos adoradores que virão de terras distantes, de longe, para adorar o Deus verdadeiro. Ele manifestou também o seu amor ao próximo, pois desejava a cura de seu empregado, de modo que mereceu o elogio de Jesus Cristo. Neste fato, nós percebemos a humildade do centurião em afirmar que ele não era digno que o Senhor entrasse em sua casa. Essas palavras entraram na eucaristia de modo que milhões de fiéis manifestam a sua indignidade como o centurião antes de receber o pão descido do céu, que é Jesus, manifestando o desejo humano de viver a humildade com alegria e com amor. O Senhor quer entrar na vida de cada um de nós. Uma palavra dita por Ele faz-nos curados de nossas enfermidades, limitações, pecados. Somos chamados a sermos pessoas de comunhão, lutando pela justiça, pela fraternidade, pelo amor. Senhor aumente a nossa fé, a esperança e a caridade.

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Fonte: Noticias da CNBB

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