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Ao completar um ano, Projeto Caminhos de Solidariedade apresenta balanço de ações

Após completar um ano de ação, o projeto Caminhos de Solidariedade: Brasil e Venezuela desenvolvido pela diocese e Cáritas de Roraima, em parceria com outros organismos, chegou ao fim. Com o apoio do Fundo Nacional de Solidariedade – gesto concreto da Campanha da Fraternidade da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) – a iniciativa proporcionou a acolhida de imigrantes e refugiados venezuelanos que vieram ao Brasil em busca de melhores condições de vida.

Durante o seu percurso, o programa se pautou em três eixos de atuação. O primeiro eixo denominado “Missão Brasil-Venezuela” procurou considerar a experiência de imersão autêntica e profunda, que possibilitou o intercâmbio solidário e parcerias para novas atividades e ações entre igrejas.

O segundo eixo, de integração, buscou proporcionar acolhida e ações de integração para atendimento digno aos homens, mulheres, crianças, jovens, idosos e grupos étnicos vindos da Venezuela. Nesta ocasião, várias dioceses acolheram famílias migrantes. No eixo “Meios de Vida” a proposta se estendeu a responder da melhor forma possível, os desafios referente à geração de renda e trabalho para os migrantes que desejavam continuar em Roraima, ou seja, mais próximo possível da terra natal.

Tesoureira e membro da Diretoria da Cáritas Diocesana de Roraima, Jacilda Barreto de Araújo

Os resultados dessas ações, bem como a aplicação do recurso doado pelo Fundo Nacional de Solidariedade da CNBB foram avaliados pela tesoureira e membro da Diretoria da Cáritas Diocesana de Roraima, Jacilda Barreto de Araújo.

De acordo com ela, com o recurso disponibilizado pelo Fundo Nacional de Solidariedade, a Cáritas pôde selecionar e atender pessoas de alta vulnerabilidade. “Todas as pessoas que passaram por esse projeto elas passaram por um cadastro, por uma ficha de avaliação para que a gente pudesse atender conforme a necessidade e realidade de cada um”, explicou.

Com o recurso, ela explica que foi possível disponibilizar cestas básicas, transporte, remédios, auxílio funeral e até uniformes escolares. “A gente tem um número bem expressivo de venezuelanos que foram interiorizados com esse dinheiro”, contou Jacilda.

O recurso do Fundo Nacional de Solidariedade destinado ao projeto, do qual Jacinta fala, é fruto da decisão dos bispos do Brasil em sua 56ª Assembleia Geral realizada em Aparecida (SP), de 11 a 20 de abril de 2018. Lá, o episcopado decidiu que 40% do total de recursos arrecadados na Coleta da Campanha da Fraternidade de 2018 seriam destinados à diocese de Roraima para a ação de acolhida aos imigrantes venezuelanos.

“A CNBB nos ajudou muito com esse dinheiro e conseguiu dar muita autoestima para as pessoas que vivem em um momento árduo da vida, porque para nós que vivenciamos lá é muito sofrimento, então esse dinheiro chegou em boa hora e atendeu muita gente que precisava de ajuda”, contou Jacilda.

Desde o início da crise humanitária na Venezuela, em 2014, o Brasil recebeu mais de 115 mil solicitações de refúgio e outros 90 mil pedidos de residência temporária. O estado de Roraima é o principal destino dos solicitantes de refúgio no país. “Hoje a situação lá melhorou, mas não solucionou. Ainda temos uma entrada de cerca de 800 venezuelanos por dia, então a gente atende 800, mas entra no mesmo instante mais 800”, conta Jacilda.

Em Roraima, na cidade de Boa Vista, Jacilda estima que há treze abrigos, e que neles são atendidas muitas pessoas, embora ainda não seja suficiente. “Nós tivemos uma avaliação antes do projeto e estava pior porque eles vivem nas praças, nas ruas dormindo nas calçadas, então com essa ajuda de cesta básica, de kits, eles puderam retomar sua vida. Foi um sucesso e nós ajudamos muito!”, concluiu.

Ainda que o projeto Caminhos de Solidariedade: Brasil e Venezuela tenha chegado ao fim, a Cáritas Brasileira continua desenvolvendo outras iniciativas. A Jacilda, por exemplo, estava em Brasília (DF) participando de uma formação de um outro projeto destinado aos venezuelanos e imigrantes. “Esse projeto destina bolsa para famílias e também como ajuda para pagar energia, alugueis, pequenas contribuições para que possa ajudar na sobrevivência deles”, explica.

Jacilda e Franklin Ribeiro, coordenador de projetos do Fundo Nacional de Solidariedade da CNBB

Transparência na gestão dos recursos       

Desde 2018, a CNBB adota uma maior transparência na prestação de contas dos projetos do Fundo Nacional de Solidariedade, por meio do portal da transparência. Vale ressaltar que a entidade também presta contas ao Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), Ministério Público (MP), Ministério da Justiça (MJ) e Conselho de Assistência Social (CAS).

Franklin Ribeiro, coordenador de projetos do Fundo, recebeu a Jacilda na sede da CNBB, em Brasília, e falou sobre a prestação de contas e lisura de todo o processo do projeto Caminhos da Solidariedade e do FNS:

Caminhos de Solidariedade

 

 

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Fonte: Noticias da CNBB

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