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Jubileu de Diamante da diocese

Dom Aloísio A. Dilli
Bispo de Santa Cruz do Sul (RS)

 

Estimados diocesanos. Vivemos intensamente na Diocese de Santa Cruz do Sul o processo da Iniciação à Vida Cristã, na perspectiva de uma Igreja samaritana. Dentro deste contexto, no presente ano de 2019, damos particular destaque à Eucaristia como fonte e centro de toda vida cristã, pois nela está contido todo o tesouro espiritual da Igreja. Ela eterniza o mistério pascal de Cristo em todos os tempos. Mas temos outras boas notícias; uma delas é a celebração dos 60 anos da diocese, no dia 15 de novembro. Respiramos um clima jubilar, com toda a riqueza que lhe é própria, por ser um “ano da graça do Senhor” (Is 61, 2 e Lc 4, 19). Até editamos uma revista comemorativa como expressão especial desta data jubilar, resgatando aspectos de nossa história e mostrando forças vivas e atuantes do momento presente e que apontam para o futuro.

Ao refletirmos o significado bíblico do jubileu, nós constatamos que emergem, de seu sentido mais profundo, dois temas em destaque: Ação de Graças (Louvor, Glória, Bênção) e Reconciliação e Paz. Um Jubileu atinge seu verdadeiro objetivo à medida que os fiéis conseguem externar, com gestos simbólicos e atitudes concretas, seu reconhecimento e sua gratidão diante dos sinais de salvação, operados por Deus, no espaço histórico destacado. Portanto, nós somos os jubilandos. O jubileu deve acontecer em nós, pois ele não é uma simples data histórica do calendário ou referência a um documento. Eu e você somos parte dessa história.

Com fidelidade criativa acolhemos as sementes da fé cristã do passado e caminhamos para um novo tempo. Agradecemos a Deus pelos Pastores: bispos, presbíteros e diáconos que aqui atuaram e atuam, em nome da Igreja, para que o Reino de Deus se torne realidade nas diferentes épocas e situações. Que Deus também tenha misericórdia neste ano pelas falhas humanas que, certamente, existiram e existem, mas foram e se tornam pequenas diante do grande espírito de evangelização que sempre orientou e orienta os guias espirituais do Povo de Deus. Louvamos também a Deus pela presença dos Consagrados/as, especialmente no campo da educação, da saúde e do serviço social; pelos Leigos e Leigas que fazem da Igreja uma Comunidade viva e atuante na expressão de sua fé e na construção de um mundo mais justo, fraterno e solidário numa sociedade de desiguais. O sonho de um mundo novo, anunciado pelo Evangelho de Jesus Cristo, perpassa os tempos continua na história da diocese e chega a nós.

O Jubileu, parafraseando o Papa João Paulo II, nos faz olhar com gratidão para este passado tão rico de fé e amor cristão; abraçar com paixão o presente, no sentido de nós assumirmos, como discípulos missionários responsáveis, a construção do Reino da Vida e do Amor, em nosso tempo; e olhar com esperança para o futuro desafiador que se descortina diante de nós (cf. NMI 1).

Ao contemplarmos os 60 anos de vida e missão da diocese, nós podemos reviver os sinais da profunda fé que animou sua história. Outrossim, deveremos sentir o convite para abraçar, junto com os demais diocesanos, a construção de uma Igreja viva e atuante, em nossos dias, para que, unindo a experiência de fé e caridade do passado com o novo vigor missionário do presente, possamos contribuir para a construção de um futuro, onde os sinais do Reino da vida e do amor continuem e sejam sempre mais promissores para os que nos seguirão para o futuro.

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Fonte: Noticias da CNBB

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