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Sínodo – oração e comunhão

Dom José Gislon
Bispo de Caxias do Sul 

 

Conscientes de que somos Igreja, povo de Deus, que celebramos a nossa fé no Senhor Jesus e que estamos inseridos na realidade do mundo, sem esquecer de que somos peregrinos a caminho da casa do Pai, queremos manifestar nossa comunhão, como Igreja Diocesana, com o sucessor de Pedro, o Papa Francisco, e com a Igreja Católica Apostólica Romana à qual pertencemos através do nosso batismo.

A Igreja nos ensinou, e nós acolhemos no coração e para a vida, que todos os batizados são discípulos e discípulas do divino Mestre. Levamos no coração o compromisso da missão de anunciar no mundo o Evangelho de nosso Senhor Jesus, pelo testemunho de vida, por palavras e através de obras.

É com espírito de gratidão a Deus que a Igreja celebra o mês missionário e do rosário todos os anos durante o mês de outubro. Graças à iniciativa do Papa Francisco, estamos celebrando neste ano o Mês Missionário Extraordinário.   Nesse sentido, perguntamos a você, que é católico, se está participando desse momento único e especial que o Senhor está lhe oferecendo para celebrar na sua vida com a  Igreja comunidade de fé da qual faz parte?

Como cristãos e católicos, devemos caminhar inseridos nas diversas realidades do mundo e delas participarmos como cidadãos, mas também não podemos esquecer ou deixar de lado as nossas responsabilidades em relação à fé que professamos no Senhor Jesus.

Por isso, convido vocês, estimados irmãos e irmãs, a participarem, através da oração,  e a manifestarem a sua comunhão com o sucessor do apóstolo Pedro, o Papa Francisco, com os duzentos e cinquenta bispos e com os representantes das comunidades e dos povos que vivem na Região Amazônica que estarão reunidos na  Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a Região Pan-Amazônica de 6 a 27 de outubro em Roma.

O Sínodo foi convocado pelo Papa Francisco no dia 15 de outubro de 2017. Nos últimos tempos, tem-se ouvido muitos comentários sobre a sua realização, alguns negativos e outros tendenciosos, revelando, sim, muita ideologia e pouco espírito de preocupação com a realidade da vida dos povos que vivem na Região Pan-Amazônica.

O Sínodo para a Região Pan-Amazônica é fruto de um ver e ouvir o clamor dos povos que vivem na Região em estado de pobreza e de semi-abandono. Não é uma Região ou realidade que envolve só o Brasil. Ela se estende por nove países e nela vivem hoje cerca de 34 milhões de pessoas.

Na Região Pan-Amazônica, existem muitos cristãos que estão desassistidos espiritualmente pela escassez de clero, e essa é uma das preocupações fundamentais da Igreja. O Sínodo quer dar uma resposta pastoral para tal situação.

Além disso, constata-se uma outra triste realidade, ou seja, a da quase ausência dos Estados em suprir as necessidades básicas de educação, saúde e dignidade de vida para a população de toda a Região Pan-Amazônica.  O Sínodo quer refletir sobre aquela realidade, tendo presente o povo de Deus que vive naquele contexto geográfico, ecológico, religioso e cultural, para, à luz da Palavra de Deus,  dar uma resposta pastoral que leve em consideração não só a necessidade de assistência espiritual das pessoas que vivem naquelas comunidades, mas também o cuidado da Casa Comum.

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Fonte: Noticias da CNBB

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