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O Sínodo para a Amazônia e a evangelização nas cidades

Dom Vital Corbellini
Bispo de Marabá (PA)

 

A evangelização das cidades estará bem presente no Sínodo porque a grande maioria de nosso povo vive nas cidades. As grandes cidades devem tornar-se lugares de evangelização, onde surgem novos costumes, modelos de vida, cultura e comunicação influindo em toda a população, como já dizia São João Paulo II (RM 37b). A igreja necessita dialogar com a realidade urbana. O IL solicita que se faça sempre mais uma ação missionária envolvendo muitas pessoas, leigos, leigas, sacerdotes, pastorais e movimentos, toda a igreja para que assim haja comunhão entre os trabalhadores da vinha do Senhor, porque diante da complexidade da cidade, a ação pastoral individual e isolada não possui muito valor (IL 130).

As cidades devem se transformar em explosão de vida nas quais possam cuidar das florestas, respeitar os indígenas. Muitas vezes os indígenas são obrigados a migrar para as cidades, onde ele se torna um ser humano sem terra, sem floresta, sem a sua identidade cultural (IL 132). É por isso que são necessárias políticas publicas que garantam direitos para os povos indígenas que vivem nas cidades, sobretudo nas periferias, como a saúde, a educação. Neste sentido as paróquias devem olhar com carinho se em seu território para perceber se não haja povos indígenas para assim ter uma pastoral específica, missionária, profética. Nós devemos marcar uma maior presença junto às periferias porque se torna sempre mais presente os evangélicos. Mas tudo isso faz-nos questionar a forma de nossa pastoral para perceber as coisas que já estão sendo feitas, para fazê-las sempre melhor e buscar a missão, na qual o Senhor Jesus Cristo nos envia sempre em missão. É a Igreja que está em missão, a paróquia, a Diocese que buscam sempre mais pessoas ao redor do evangelho do Senhor, dos sacramentos, da vida com Jesus Cristo.

As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil colocam o mundo urbano atual, tanto na cidade como no campo sendo marcado pela presença de Deus, espaço aberto para a vivência do evangelho. Ali se concretiza a presença do Senhor que diz: onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, ali eu estarei, no meio deles (Mt 18,20). A Igreja nesta presença busca escutar suas angústias, compartilhar suas alegrias, mentalidades e contra valores. A Igreja anuncia o nome, a doutrina, o reino, o mistério de Jesus de Nazaré, Filho de Deus (EM, n. 22). Quando ela volta às fontes, tanto rejuvenesce para atuar melhor no mundo (EG, n. 11).

 As nossas cidades estão ficando grandes, com grande número de pessoas que migraram de outros lugares e estados. O Senhor nos envia em missão nas cidades e nos campos. A região amazônica atrai pessoas pelo foco do emprego, mas também por interesses econômicos, políticos. Necessitamos evangelizar as cidades da Amazônia e de todos os lugares. Precisamos constituir comunidades, construir igrejas para que o povo possa celebrar a sua vida, ouvir a Palavra de Deus e participar da eucaristia, das celebrações, ter um engajamento familiar, comunitário e social.

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Fonte: Noticias da CNBB

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