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Dia Internacional da Igualdade Feminina

Dom Roberto Francisco Ferreria Paz
Bispo de Campos (RJ)

No mês de agosto, nós, cristãos católicos, celebramos a vocação, isto é, o chamado de Deus a viver a vida com um sentido de missão. A primeira vocação, que encontramos na Bíblia, e que envolve a todos/as, é o cuidar da Terra, tornando-se jardineiros e protetores da vida e da Criação. Nesta perspectiva, destacamos, no dia 26 de agosto, o Dia Internacional da Igualdade Feminina.

Importa reconhecer o processo de promoção da dignidade da mulher. A Constituição, de 1988, consagrou o sonho de igualdade de direitos e deveres para todas as pessoas afirmando categoricamente: “homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações nos termos desta Constituição”. A Lei nº 10.872, de 10/09/2001, estabelece medidas que garantem e asseguram a igualdade feminina, vedando o seu não cumprimento.

Após a Resolução nº 34/180, da Assembléia Geral da ONU, que aprovou a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher, em 1993, na Conferência Mundial dos Direitos Humanos, em Viena, declarou-se de alto e bom tom que: “os direitos das mulheres são direitos humanos” e que a “violência contra a mulher constitui um obstáculo ao desenvolvimento e um atentado aos direitos humanos”.

Por isso, ao pensar em vocação, inspirados na liberdade do consentimento de Maria, nossa Mãe e de Deus, modelo vocacional de resposta à graça, estamos a afirmar o reconhecimento da dignidade, igualdade, e valor da mulher, que faz parte do projeto do Pai na restauração de uma humanidade feliz, livre e reconciliada.

Toda vocação humana e cristã é para liberdade, para servir o Reino, o chamado de Deus engrandece e dignifica a pessoa, colocando-a no patamar da filiação divina, da fraternidade universal humana e com todas as criaturas e como Templo do Espírito Santo. A vocação para a mulher é um chamado para ser mais, para servir com amor, compaixão e ternura, testemunhando a alegria de exaltar ao Deus das misericórdias, que faz maravilhas em nossa vida, sempre libertando-nos da opressão, do ódio e da violência. Louvado seja Deus!

 

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Fonte: Noticias da CNBB

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