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Assunção de Maria ou Nossa Senhora da Glória

A solenidade da Assunção de Maria ou dia de Nossa Senhora da Glória, 15 de agosto, é uma festa muito celebrada pelos cristãos. No Brasil, a solenidade, originária de Portugal, é transferida para o domingo seguinte – neste ano, dia 18 de agosto. Assim, um maior número de cristãos tem a oportunidade de participar das celebrações.

Dom Joel Portella. Foto: Daniel Flores/CNBB

De acordo com o bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ) e secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Joel Portella Amado, essa é uma solenidade da esperança.

“Se eu não acreditar que um dia eu estarei diante de Deus na glória do Céu, minha vida perde sentido. Por isso ela é dogma. Por isso, Maria é um pilar da fé. É a esperança que, por maiores que sejam os males, eu tenho que ter esperança porque Cristo venceu a morte”, destaca

O dogma da Assunção de Maria foi proclamado pelo papa Pio XII, em 1º de novembro 1950, com a publicação da Constituição Apostólica Munificentissimus Deus que traz a seguinte declaração: “Pela autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e em nossa própria autoridade, pronunciamos, declaramos e definimos como sendo um dogma revelado por Deus: que a Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, tendo completado o curso de sua vida terrena, foi assumida, corpo e alma, na glória celeste”.

Essa solenidade é, primeiramente, exaltação da glória do Cristo: a vida e a ressurreição. A devoção a Nossa Senhora da Glória faz parte do patrimônio religioso do povo brasileiro e é uma das mais antigas tradições cristãs. A primeira capela construída, em sua honra, no Brasil, foi em Porto Seguro, em 1503.

De acordo com a Comissão para a Liturgia da CNBB, a história da festa tem origem a partir do Concílio de Éfeso (451), que proclamou Maria “Mãe de Deus”. A liturgia, inspirada no documento de proclamação do papa e na doutrina do Concílio Vaticano II, evidencia “a conexão entre o mistério de Cristo e o de Maria”.

Dom Joel Portella ressalta ainda que, se em Cristo a morte foi vencida, os outros males são vencidos. “Então, porque não viver na esperança?”

“Não desanime diante de qualquer motivo que o faça sofrer – diante da violência, da maldade, da indiferença. Creia em Deus e uma-se com todos aqueles que creem em Deus. Para que na grande família dos que creem em Jesus Cristo, filho bendito da Virgem Maria, possamos trabalhar por mundo de paz”, ressaltou.

Na solenidade da Assunção, celebram as glórias de Maria com os mais diferentes títulos: da Boa Viagem (Belo Horizonte), da Abadia (Campo Grande), da Glória (Maringá, Lorena, Cruzeiro do Sul, Patos de Minas, Rubiataba, Valença), da Ponte (Sorocaba), das Vitórias ou da Vitória (Vitória da Conquista, Ilhéus, Oeiras), do Desterro (Jundiaí), dos Prazeres (Lages), da Oliveira (Oliveira), Mãe da Igreja (Paranavaí), dos Anjos (Petrolina), da Consolação (Tocantinópolis), do Livramento (Nossa Senhora do Livramento); e várias com o título de ‘Nossa Senhora da Assunção’.

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Fonte: Noticias da CNBB

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