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A Igreja orava sem cessar por ele a Deus (At. 12, 5)

Dom Roberto Francisco Ferreria Paz
Bispo de Campos

 

Ao celebrarmos a Solenidade martirial dos Apóstolos São Pedro e São Paulo, colunas e alicerces da Igreja que Cristo fundou, somos convidados a repetir o gesto de fé viva dos primeiros cristãos em intercessão vibrante e filial quando Pedro estava preso. Este episódio nos mostra a consciência da comunidade eclesial unida vitalmente a Pedro, razão da libertação e da expansão missionária tão exuberante no Livro dos Atos dos Apóstolos.

 Surpreende-nos, hoje, que possam existir irmãos que, diante dos ataques que sofre o legítimo e glorioso sucessor de Pedro,  o Papa Francisco,  silenciem ou até duvidem dos seus ensinamentos. Quando alguns tratam de inimigo o Papa, por sua posição evangélica clara em favor dos pobres ou do Cuidado da Criação, calar ou ficar num oportunista, diplomático e acomodado silêncio, é sinal de falta de lealdade e amor para com o Vigário de Cristo.

A comunhão com o Papa não é, para o cristão católico, algo de periférico ou opcional, mas está incluído visceralmente na atitude de professar. Acredito na Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica, pois é a mesma profissão de Pedro. Seguir a barca de Pedro é permanecer na Igreja que Cristo fundou, edifincando-a e construindo-a no mesmo fundamento.

O poeta José Martí afirmava: “um homem que não diz o que pensa não é um homem honesto, um homem que cala e se omite quando se precisa de uma posição clara, não é um homem honesto”. Ser Igreja e viver na Igreja, comunidade dos seguidores de Cristo, implica em aceitar o dom petrino da unidade no amor, na fidelidade, a missão de dar um testemunho integral e verdadeiro de Cristo nosso Libertador e Salvador.

Poderíamos dizer que o amor ao Papa é sinal de eleição, que é constitutivo como vimos do ser Igreja, mas para mim é também uma questão de seguimento e de entrega generosa a Cristo nos pobres, de opção autêntica pelo Reino. Nestes tempos tumultuosos e de certa frieza, é bom expressar de alto e de bom tom, ao Papa Francisco, que pode sempre contar conosco, para o que precisar, que estamos a sua inteira disposição como irmãos que o acompanharemos, como outrora, a comunidade de Jerusalém fez com Pedro, a nossa resposta será incondicional.

Não gostaria de apresentar-me ao Senhor, consciente de ter vacilado, ou ficado indiferente, quando atacavam ao Pastor supremo da Igreja, é momento de fechar qualquer fresta de divisão ou animosidade que o Maligno possa usar contra o nosso querido Papa. Vida longa, feliz, e um Pastoreio cada vez mais fiel na comunhão, na paz e na defesa corajosa dos pobres e pequenos do Reino, para o Papa Francisco! Louvado seja Deus!

 

 

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Fonte: Noticias da CNBB

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