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Presidente da Comissão dos diáconos fala sobre sua participação na Assembleia

Na última Assembleia Geral dos Diáconos Permanentes em Goiânia, no mês de abril deste ano, o diácono Francisco Pontes foi eleito o novo presidente da Comissão. Com 58 anos de idade, ele é natural de Parintins (AM) e é diácono na arquidiocese de Manaus. Pela nova missão para a qual foi eleito, ele é um dos assessores da 57ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil (CNBB), que ocorre em Aparecida até o dia 10 de maio. O diácono Francisco falou à redação do portal da CNBB sobre os desafios e expectativas.

Essa é a primeira vez que o senhor participa de uma Assembleia Geral da CNBB. Qual o sentimento?

Tudo é muito novo. A expectativa é sempre boa, a gente tem uma postura mais de escuta porque precisa ir aos poucos se acostumando com uma assembleia de alta relevância para a Igreja no Brasil. É também um tempo de muito aprendizado.

Como senhor recebeu a eleição para presidente da Comissão dos diáconos permanentes?

Meu sentimento é de gratidão. Sou um homem do Norte, vim da Amazônia brasileira. Sou um homem nascido e criado às margens do rio amazonas. Chegar onde chegamos, na condição de servidor dos diáconos do Brasil, é uma graça muito grande de Deus. Uma graça que exige muita responsabilidade, exige muito espírito de serviço.

Quais os desafios o senhor percebe nesse primeiro momento?

Um dos grandes desafios é fazer com que os diáconos se insiram cada vez mais na dimensão da caridade. O ministério diaconal vem de uma necessidade da Igreja, de servir aos pobres, o que é demonstrado nos Atos dos Apóstolos, no capítulo 6. Portanto, é necessário que nós tenhamos consciência do nosso papel enquanto servidores da Palavra.

O senhor sente que há uma maior preocupação com o serviço do altar do que o serviço da caridade?

É uma questão que enfrentamos. Vemos muito os diáconos se inclinarem para o serviço do altar, para o serviço da Liturgia, o que é muito importante, muito relevante. Agora, é necessário que tenhamos essa sensibilidade que nosso papel fundamental é o atendimento aos pobres, ao aspecto social.

Por que ter o diaconato permanente numa diocese?

É uma vocação própria, tem espaços específicos. A Igreja é um grande campo de atuação, ela proporciona que também este ministério de serviço possa ajudar o trabalho pastoral, o trabalho social e também na administração dos bens da igreja.

O senhor percebe que as pessoas ainda não compreendem o diaconato permanente?

Eu diria que esta estranheza já foi mais forte e mais acentuada. Mas com o tempo e o exercício do ministério nas diversas comunidades, o povo começa a entender o ministério e perceber a importância do mesmo.

Como é dividir o tempo entre os trabalhos eclesiais e a família?

Esse aspecto eu acho importante. No meu caso, na minha arquidiocese, nós começamos um trabalho pioneiro e diria que até inédito, que foi a participação das esposas no processo formativo. Elas estudaram teologia junto com a gente, fizeram os retiros e as avaliações conosco. Isso proporcionou aspectos importantes: valorização da esposa, já que muitas delas não estudavam ou estavam longe da sala de aula por outras tarefas. Quando elas se vêm dentro de uma sala de aula estudando teologia, elas começaram a se sentirem valorizadas. Um outro aspecto, que isto possibilitou as esposas a compreenderem o que é de fato o exercício do ministério diaconal.

Por padre Andrey Nicioli

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Fonte: Noticias da CNBB

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