CNBB

É preciso trabalhar valores e atitudes de convivência fraternas

Dom Vital Corbellini
Bispo de Marabá (PA)

 

Como cristãos e também como pessoas humanas condenamos o ataque que foi feito na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, a 50 Kms de São Paulo, por ex-alunos da escola. Dispararam contra estudantes e outras pessoas da escola resultando em diversas mortes, de pessoas inocentes. Vai aqui a nossa solidariedade para os que trabalharam na escola, os familiares das vitimas, e todos os profissionais da educação. É preciso condenar essas coisas porque estimularam a violência, as mortes e nós devemos trabalhar pela evangelização da juventude, na civilização do amor. É preciso a condenação do porte das armas nas pessoas porque não ajuda na superação da violência, do contrário pode estimular o ataque como o foi naquela escola. Devemos primar pela convivência fraterna, onde o outro não se torna inimigo, mas companheiro, amigo, amiga na caminhada de fé, de esperança e de caridade que fazemos neste mundo. Diante do ataque que resultou na tragédia de muitas mortes de adolescentes e adultos é preciso trabalhar valores e atitudes de convivência fraternas que os games não trabalham. É preciso também dizer que os pais acompanhem mais os filhos nos vídeos que são assistidos por eles.

Sendo uma escola atacada, uma instituição foi atingida. Atacaram uma escola que é o local de aprendizagem do aluno e da aluna, é o local aonde o professor e a professora aprendem ao crescimento fraterno e passam conteúdos para a vida dos alunos e das alunas, local de convivência com muitas pessoas. A educação serve à vida, deve levar à vida para assim amar a Deus, ao próximo como a si mesmo. É preciso valorizar a família, local da vida do amor que o Senhor nos concede a viver. Quando há uma base familiar na vida das pessoas, dificilmente a pessoa atacará a outra, mas procurará o perdão, o abraço fraterno. Que haja políticas públicas em relação á família para que ela se mantenha unida e todos vivam os valores humanos e cristãos. Diante do massacre, é preciso trabalhar mais com os adolescentes e jovens, o valor da comunidade. A comunidade primitiva falava que tudo era em comum, e eles eram um só coração e uma só alma (cfr. At 4,32). A comunidade é o local de crescimento de nossas relações, unidos na diversidade. É preciso conduzir as pessoas, sobretudo os adolescentes à comunidade, para que celebrem as suas vidas, participem de uma pastoral, de um movimento, de um serviço que os valorize como pessoas humanas e queridas por Deus. É preciso que o jovem faça um encontro com Jesus Cristo, caminho, verdade e vida. Ele leva a pessoa à vida, seja neste mundo, seja na eternidade. Precisamos repensar a educação seja familiar, comunitária e social, sobretudo no que se refere à segurança nas escolas, onde as autoridades políticas deverão ver quem entra e sai nas mesmas, e também como seguidores de Jesus Cristo que trabalhemos nas comunidades, na catequese a necessidade de valores humanos e cristãos, de atitudes que levam ao perdão, à vida com outro e com Deus. Tudo isso se torna um desafio, para a família, a comunidade, a escola e a sociedade. O Espírito Santo nos ilumine para que todos tenham vida digna em Jesus Cristo para a gloria de Deus Pai.

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Fonte: Noticias da CNBB

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