Arquidiocese de Salvador

Sem o rito do Lava-pés, Cardeal Dom Sergio da Rocha celebrou a Missa da Ceia do Senhor

Ao contrário dos anos anteriores, a Missa da Ceia do Senhor, realizada nesta Quinta-feira Santa (1º), na Catedral Basílica do Salvador (Terreiro de Jesus), presidida pelo Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Cardeal Dom Sergio da Rocha, contou com a presença mínima dos fiéis em razão da pandemia do novo coronavírus. O tradicional rito do Lava-pés, gesto realizado por Jesus durante a Última Ceia, quando lavou os pés dos discípulos, não pôde ser realizado.

A fiel Solange Romana Costa, de 74 anos, sentiu falta da Igreja lotada, como ocorria nos anos anteriores à pandemia. “Eu venho sempre aqui pedir a Deus que isso [a pandemia] acabe logo. Eu espero que Deus nos salve de todos os pecados e todas as doenças deste mundo”, disse.

No início da Celebração, Dom Sergio pediu que os fiéis agradecessem a Deus pelo Sacramento da Eucaristia e pelo dom do sacerdócio, que foram instituídos por Jesus na Última Ceia. Ainda nesse momento inicial, o cardeal também pediu que as pessoas rezassem não só de modo geral pelos sacerdotes, “mas também por aqueles que elas conhecem, por aqueles que estão à serviço das comunidades, e por aqueles que passam por situações mais difíceis, sobretudo neste tempo de pandemia”, afirmou. A Santa Missa contou com transmissão, ao vivo, pelo Facebook da Arquidiocese de Salvador, e pela Rede Excelsior de Comunicação (AM 840 e FM 106.1).

Rita Maria de Jesus, de 76 anos, que esteve presente na Celebração, definiu como “alegria” o sentimento por participar fisicamente na Catedral. “É uma alegria uma pessoa da minha idade ter a oportunidade de estar aqui celebrando a Ceia do Senhor. [Amanhã] Ele se recolhe e a gente fica no aguardo da Ressureição, em oração”, disse.

Durante a homilia, Dom Sergio falou sobre as celebrações do Tríduo Pascal, que são divididas em três momentos: a Ceia do Senhor, que faz memória à Última Ceia de Jesus com seus discípulos, quando Ele instituiu a Eucaristia, o sacerdócio, os mandamentos do amor e o gesto do Lava-pés. O segundo momento é a celebração da Paixão e Morte de Cristo na cruz; e o terceiro, a Vigília Pascal.

“São três momentos interligados. Nós teremos a bênção, mas teremos o silêncio. Todos iremos para casa, para retornar amanhã, onde a celebração da Paixão e Morte de Cristo na cruz também será iniciada em silêncio e terminará em silêncio, sem a despedida tradicional do povo para que possamos perceber que a oração continua, que continuaremos a glorificar Deus através da nossa vivência nesses três dias. Nós temos que viver intensamente o Tríduo Pascal, celebrando a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Cristo”, disse o Arcebispo aos fiéis.

Dom Sergio também mencionou sobre os mandamentos deixados por Jesus. “Na Última Ceia, Jesus também nos deixa os mandamentos do amor, dando não só o Seu Corpo e Sangue, mas nos ensina a amar e a servir, como Ele amou e se doou por nós na Eucaristia e na cruz. Por isso que a Ceia do Senhor é o sacrifício, porque o pão e o vinho que partilhamos é o próprio corpo e sangue de Cristo doado para nós, na cruz”, destacou.

Por fim, o cardeal pediu que Deus concedesse a todas as pessoas a humildade necessária para servir, em especial “aqueles que mais precisam de nós”. “E nesse tempo da pandemia, [imaginem] quanta gente não está necessitando de presença amiga, de solidariedade e do serviço de Deus. Que possamos amar e servir como Jesus ensinou”, pontuou.

Texto e fotos: Emilly Lima

































Fonte: Noticias da Arquidiocese de Salvador

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