Arquidiocese de Salvador

Missa marca os 97 anos de criação do Instituto Feminino da Bahia

A Celebração Eucarística foi presidida pelo Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Cardeal Dom Sergio da Rocha

Era 5 de outubro de 1923 quando o Instituto Feminino da Bahia abria as portas para acolher as primeiras alunas. Neste dia, a capital baiana ganhava um verdadeiro presente e hoje, 97 anos depois, para celebrar, o Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Cardeal Dom Sergio da Rocha, presidiu a Missa em Ação de Graças na Capela do Divino Espírito Santo, localizada na sede da instituição.

Durante a homilia, o Cardeal falou sobre a importância do Instituto para a capital baiana. “Hoje é dia de louvor e de ação de graças, de gratidão a Deus, celebrando os 97 anos do Instituto. Nós estamos celebrando uma história que tem sido vivida, com a graça de Deus, isto é: estes 97 anos são fruto do amor, da bondade, da misericórdia, da graça de Deus que age em nossa vida e em nossa história. Mas, também, nós sabemos que Deus age em tanta gente querida que se dedica”, afirmou Dom Sergio.

Devido à pandemia, o acesso à Celebração Eucarística foi restrito, mas os fiéis também puderam acompanhar pelo Facebook do Instituto (@institutofemininoba). “O nosso olhar para o passado é um olhar de ação de graças, de louvor e de gratidão. Mas nós não olhamos só para o passado, nós olhamos para o presente, para o amanhã e sabemos que Deus confia a nós, hoje, esse bem imenso que é o Instituto Feminino da Bahia, esse tesouro do amor de Deus, do amor e da generosidade de dona Henriqueta e do monsenhor Flaviano, que confiaram aos cuidados de quem hoje pode atuar, a todos que hoje estão à serviço nesse Instituto”, disse Dom Sergio.

Entre os fiéis que estavam presentes, estavam algumas ex-alunas que, saudosas, recordaram o tempo em que estudavam no local. “No dia 13 de dezembro nós vamos completar 64 anos que nos formamos. Há dois anos eu criei uma página no Facebook (“Quase um século do Instituto Feminino da Bahia”). Nós temos muito amor e somos muito unidas e nos reunimos todos os anos. São muitas recordações, mas o que me impressiona é que dona Henriqueta pensou, em 1923”, contou Eleonora Tourinho, recordando que entre os muitos feitos de dona Henriqueta, está o laço que perpetua a amizade entre as ex-alunas.

Falar do Instituto Feminino é recordar dona Henriqueta.  “De dona Henriqueta, o que mais me encantou na vida foi a justiça que ela tinha, a postura. Eu sempre vivi com as meninas mais levadas, mas, no entanto, eu não fazia tudo que todo mundo fazia. Uma vez a turma toda saiu e foi para o cinema na Praça da Sé, e eu não fui. Como ela era amiga da minha família, foi fazer queixa de mim à minha mãe. Como a turma era a minha, eu não podia dizer que eu não estava presente. Passaram oito meses e quando ela descobriu que eu não fui, ela foi em minha casa se retratar com os meus pais. Aquilo, para mim, foi como um prêmio que me ajudou a ser melhor”, afirmou Terezinha Vaz Sampaio Gonçalves.

Ao lado dela estava Elza Duran. “Dona Henriqueta era uma mulher que enxergava 50 anos à frente. O objetivo dela era fazer a mulher independente financeiramente, por que naquela época não era. Então ela criou exatamente os cursos técnicos para que a mulher jovem pudesse trabalhar e não estar sempre dependente. Isso é o que eu mais admiro nela”, disse.

Fotos e texto: Sara Gomes






























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Fonte: Noticias da Arquidiocese de Salvador

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