Arquidiocese de Salvador

Comunidade da Trindade completa 50 dias de oração e #SilêncioPelaDor

Oficialmente lançada no dia 11 de junho, a campanha “O silêncio faz ecoar nossa dor”, realizada por moradores da Comunidade da Trindade, completa 50 dias de oração silenciosa nas escadarias da Igreja Santíssima Trindade, em Águas de Meninos, na capital baiana. A iniciativa, conhecida também como “Não-Ação”, é uma oportunidade de denunciar a inação de órgãos governamentais brasileiros diante do aumento do número de casos e mortes em decorrência da Covid-19.

De acordo com o responsável pela comunidade, Henrique Peregrino, muitas pessoas, inclusive de fora do Brasil, se solidarizaram com a atual situação na qual o país se encontra. “De fora do país também recebemos muitas publicações em solidariedade com o Brasil. A falta de políticas públicas da parte do Ministério da Saúde, a ausência de ministro da Saúde em plena pandemia e a omissão de medidas de proteção ecoam como irresponsabilidade do poder executivo federal, que evolui para um genocídio ao olhos dos países que souberam conter a pandemia com as medidas simples recomendadas pela OMS [Organização Mundial da Saúde]”, conta.

Com milhares de famílias que perderam seus entes queridos para o novo coronavírus, Henrique Peregrino explica que a campanha foi criada com duas intenções: a primeira é fazer ecoar, através do silêncio, a dor da perda desses familiares e amigos; a dor de estar infectado com o vírus e a dor do isolamento. A segunda é pelas pessoas que precisam se manter em confinamento para conter a disseminação, além de tornar essa “Não-Ação” um clamor pela ação política por parte do governo em favor da vida.

Ao longo dos 50 dias, Henrique pôde perceber que muitos pacientes, pessoas com o luto, solidão, depressão e até profissionais da saúde confiaram nas orações do silêncio ininterrupto os seus medos, angústias e desesperos.  “A Tenda da Trindade, no meio das escadarias da Igreja, onde o silêncio reina há 50 dias, se tornou o cálice que recebe toda a dor da humanidade nesse tempo de pandemia e oferece a ternura da Santíssima Trindade, onde toda dor é aliviada”, diz.

A comunidade intercala os horários diariamente, do nascer ao pôr do sol, das 6h às 18h, para que se mantenham de maneira permanente, silenciosa e oracional. “Nosso silêncio é a compaixão e empatia com a dor da perda de vidas humanas, pessoas amadas, pessoas que se foram e deixaram um vazio em mais de 90 mil famílias enlutadas”, explica Henriquue.

A campanha conta com parceria das Cáritas Nacional, a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), o Centro de Estudos Bíblicos (CEBI), o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), o Conselho Ecumênico Baiano de Igrejas Cristãs (CEBIC), a Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE), a Fundação Luterana de Diaconia (FLD), o Centro de Estudos e Ação Social (CEAS) e o Núcleo Apostólico da Companhia de Jesus na Bahia (MAGIS).

#SilêncioPelaDor

As pessoas também podem participar da campanha sem sair das casas. É necessário separar um momento para realizar um momento de oração silenciosa e, depois, compartilhar esse momento nas redes sociais. A publicação deve ter o lema e a hashtag #SilêncioPelaDor.

A campanha também pode ser acompanhada, pelos internautas, através do Instagram: @silenciopelador e do Facebook: Silêncio Pela Dor.

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Fonte: Noticias da Arquidiocese de Salvador

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