Arquidiocese de Salvador

Evangelização na Amazônia avança com inculturação, mas há efeitos da Covid-19

Povos tradicionais, missionários e os agentes de pastoral têm se dedicada para a realização dos sonhos do Papa Francisco para a Amazônia, expressos na exortação apostólica pós-sinodal Querida Amazônia. Porém, no momento, há forças maiores que têm dificultado o pleno atendimento da pastoral da região, como por exemplo, a pandemia da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.
Por causa do estado de emergência que já atinge todo o mundo, a Secretária Especial de Saúde Indígena (Senai), na região de Tabatinga (AM), na fronteira com a Colômbia e o Peru, pediu que as celebrações e visitas fossem suspensas, por pelo menos 15 dias. As escolas também estão fechadas.
Em entrevista à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o frei Paolo Maria Braghini, disse estar preocupado com o impacto do vírus, principalmente com o risco da doença entrar nas aldeias indígenas. A diocese do Amazonas, assim como em todo o Brasil, divulgou orientações para prevenção e restrições a aglomerações de pessoas nas celebrações e atividades pastorais.
Um levantamento divulgado pela Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam) mostra, com dados dessa quarta-feira (18), 39 casos confirmados da Covid-19 na região da Pan-Amazônia. Uma pessoa morreu, na Guiana. E o Peru é o país com mais casos (12), grande maioria da região de Iquitos, próximo à fronteira do Amazonas.
Evangelização inculturada
Nem só de notícias tristes o frei Paolo comenta, ele também compartilhou informações sobre a evangelização inculturada na diocese de Alto Solimões (AM). Ele escreveu no relatório da 1ª formação Diocesana Ticuna que  “a Pastoral Indígena Ticuna já é uma realidade de nossa diocese e juntos poderemos dar mais belos passos na evangelização inculturada, como o Papa nos pediu para sonhar e realizar”.
Frei Paolo ainda relata que 25 comunidades e 168 pessoas de seis paróquias participaram da formação e contribuíram com muito alimento. “Deram alimentos como farinha, bananas, frutas e peixes”, disse.
Durante a formação, os indígenas tiveram a oportunidade de aprofundar-se sobre a celebração da Palavra de Deus, sobre a organização da catequese das crianças e do dízimo, além de terem praticado a Leitura Orante em pequenos grupos como uma das formas de preparar a Homilia Dominical e catequese.
O bispo de Alto de Simões, Dom Adolfo Zon, também comentou sobre a organização da diocese na qual favorece os ministérios. “Nesse ambiente do Sínodo, é uma maneira de inculturação do Evangelho. Ninguém é melhor que alguém da própria cultura para pregar a palavra de Deus”, e completa […] Agora, é procurar as comunidades do interior e preparar os leitores, catequistas e animadores de comunidades na própria língua”, disse.
Fonte: CNBB

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Fonte: Noticias da Arquidiocese de Salvador

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