Arquidiocese de Salvador

Dom Murilo escreve Carta Pastoral pelo Jubileu da chegada das imagens do Senhor Bom Jesus do Bonfim e de Nossa Senhora da Guia a Salvador

Carta Pastoral

de Dom Murilo S.R. Krieger, scj,

Arcebispo de São Salvador da Bahia,

sobre o Jubileu da chegada das imagens do

Senhor Bom Jesus do Bonfim e de Nossa Senhora da Guia

a Salvador – Bahia

1745 – 18 de abril – 2020 (275 anos)

 

 

Prezados irmãos,

Prezadas irmãs,

Em 18 de abril de 1745, domingo de Páscoa, chegavam a Salvador as imagens do Senhor Bom Jesus do Bonfim e de Nossa Senhora da Guia, provenientes de Setúbal – Portugal. No mesmo ano foi autorizada, pelo arcebispo Dom José Botelho de Matos, a fundação da Devoção do Senhor Bom Jesus do Bonfim, com a finalidade de incentivar o amor ao Crucificado, zelar pelas sagradas imagens e cuidar da preservação da Igreja que ainda seria construída. Durante os nove anos de construção da atual Basílica, as duas imagens foram guardadas e veneradas na igreja de Nossa Senhora da Penha, na Ribeira – Salvador.

Passados quase 275 anos desses acontecimentos, e em preparação ao jubileu que celebraremos no próximo ano, julgo oportuna uma reflexão sobre a importância e o significado da presença dessas imagens em nossa Arquidiocese e em toda a Bahia.

Antes de tudo, porém, convido-os a refletirem sobre o sentido de um jubileu. Jubileu, do ponto de vista bíblico, significa júbilo, alegria. Não se trata apenas de uma alegria interior, mas de uma alegria que se manifesta também exteriormente. No livro do Levítico encontramos a origem dos jubileus: “Contarás sete semanas de anos, sete vezes sete anos; as sete semanas de anos somarão quarenta e nove anos. Então, no dia dez do sétimo mês, farás soar o chofar (…). Declarareis santo o quinquagésimo ano… será para vós um jubileu” (Lev 25, 8-10). “Chofar” é um instrumento de som, feito geralmente do chifre de carneiro, usado pelos judeus em determinadas celebrações ou acontecimentos festivos.

A Bíblia determina que no ano jubilar se deve dar descanso à terra por um ano (Lv 25,4-5), resgatar as terras penhoradas e vendidas (Lv 25,28), retornar ao grupo familiar (Lv 25,35ss), perdoar as dívidas (Lv 25,37ss) e libertar os escravos (Lv 25,54). As leis do ano jubilar tinham como objetivo recordar que Deus é o Senhor da terra e de tudo o que nela existe; restabelecer a igualdade entre os filhos de Israel; evitar a concentração da terra e da riqueza, uma vez que a terra é um dom de Deus, para todos; proteger os mais fracos, por serem os prediletos de Deus; restabelecer a justiça social e motivar para a conversão.

Um jubileu é, pois, um momento para louvarmos o Senhor, celebrando com alegria seus gestos salvadores. Nosso louvor deve ser acompanhado da ação de graças: reconheceremos, assim, que tudo recebemos de suas mãos e que não passamos de administradores de seus bens. Por isso mesmo, sentimos a necessidade de repartir os bens fraternalmente, atentos à situação dos necessitados.

Ao nos preparar para a celebração dos 275 anos da chegada das imagens do Senhor Bom Jesus do Bonfim e de Nossa Senhora da Guia, somos chamados a refletir sobre o sentido de três palavras: contemplação, gratidão e compromisso.

Contemplação

Através do profeta Zacarias (300 aC), Deus anunciou: “Derramarei sobre a casa de Davi e sobre o habitante de Jerusalém um espírito de graça e súplica e olharão para mim. Aquele a quem transpassaram, eles o lamentarão” (Zc 12,10). Segundo o evangelista João, essa profecia se concretizou quando Jesus estava pregado na Cruz e teve o seu lado aberto pela lança de um soldado, de onde saiu sangue e água. “Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz: (…) ´Olharão para aquele a quem traspassaram´” (Jo 19,36-37).

Quando visito o Santuário do Senhor do Bonfim, percebo que as pessoas passam longo tempo olhando para a imagem do Crucificado. Ficam contemplando demoradamente o Senhor do Bonfim; simplesmente contemplando. Não sei que palavras lhe dizem, se é que lhe dirigem alguma palavra. Provavelmente contentam-se em contemplá-lo e em escutá-lo. Foi isso que fez S. João Paulo II, no dia 20 de outubro de 1991, quando ali esteve. Segundo o testemunho do Cardeal Dom Lucas Moreira Neves, que se encontrava a seu lado, o Papa ficou um longo tempo em silenciosa e ardente oração, diante da imagem que multidões já haviam contemplado.

A contemplação do Crucificado nos leva a ter “os mesmos sentimentos que havia em Cristo Jesus” (Fl 22,5). Contemplando-o, descobrimos que ele é o Filho de Deus vivo; é Deus ele mesmo; é Deus feito homem no seio de Maria Santíssima, para nossa salvação; é a Palavra do Pai; é aquele que nos possibilita nos tornarmos filhos de Deus. Somente o seu Sangue nos redime e salva. Ele é “o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14,6); ninguém vai ao Pai senão por ele. É o amor misericordioso. É o Mestre, cujo ensinamento atrai discípulos. Ele está na sua Igreja, na qual fomos batizados. Mas o Senhor do Bonfim é também o Homem das dores, irmão abandonado por todos, e irmão de todos os abandonados. Tendo tomado sobre si o pecado do mundo, se fez, para cada um de nós, advogado do perdão, reparando o nosso pecado com o seu amor. Ele nos convida a sermos participantes de sua oferta ao Pai e a completarmos em nossa carne o que falta à sua Paixão, “em favor de seu Corpo que é a Igreja” (Cl 1,24). Tudo o que o Senhor Jesus nos faz tem como objetivo levar-nos a participar de sua vida com o Pai e o Espírito Santo na glória eterna. Tudo passa! Animam-nos, contudo, as palavras do apóstolo Paulo: “Eu penso que os sofrimentos do tempo presente não têm proporção com a glória que há de ser revelada em nós” (Rm 8,18).

No Senhor do Bonfim cumpre-se a promessa feita por Deus: “Aspergirei sobre vós água pura e sereis purificados. Eu vos purificarei de todas as impurezas e de todos os ídolos. Eu vos darei um coração novo e porei em vós um espírito novo. Tirarei de vosso corpo o coração de pedra e vos darei um coração de carne” (Ez 36,25-26). Os que contemplam o Senhor do Bonfim sentem que lhes é dirigido um convite: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e carregados de fardos, e eu vos darei descanso” (Mt 11,28). Por isso, sobem a Sagrada Colina cantando: “Desta sagrada colina / Mansão da misericórdia/ Dai-nos a graça divina/ da justiça e da concórdia”.

“Mansão da misericórdia!” O Salmista, referindo-se a Deus, canta: “Eterna é a sua misericórdia” (136/137). Para Santo Tomás de Aquino († 1274), “é próprio de Deus usar de misericórdia e, nisso, se manifesta de modo especial a sua onipotência”. Essa misericórdia se tornou visível em toda a vida de Jesus, que era e é movido unicamente por ela. Compreende-se, pois, que esse tenha sido um tema que aparecia continuamente em sua pregação e está presente em suas parábolas, como a da ovelha perdida, a da moeda encontrada, a do pai misericordioso e os dois filhos etc. Olhando para o Senhor do Bonfim, sentimos necessidade de nós também termos compaixão das pessoas feridas, humilhadas e necessitadas.

Contemplar é olhar com o coração. Por isso, olhando para a imagem do Senhor Bom Jesus do Bonfim, não há como ficar indiferente: nasce em nosso coração a necessidade de também nós sermos misericordiosos. Fica, pois, o convite: colocar-nos no lugar do outro, assim como Jesus se coloca no nosso, segundo uma antiga oração, em que é Cristo que fala:

“Eu conheço a tua miséria, tuas lutas e as fraquezas do teu corpo. Eu estou ciente da tua covardia, dos teus pecados. Apesar disso, eu te digo: Dá-me o teu coração. Ama-me assim como tu és!

Se esperares tornar-te um anjo, para doar-te ao meu amor, não me amarás nunca. Se fores covarde no cumprimento dos teus deveres e no exercício das virtudes, e se, frequentemente, recaíres naqueles mesmos pecados que não quererias cometer mais, não te permito não me amares mais: Ama-me assim como tu és!

Em cada instante e em qualquer situação em que te encontrares, em ardor ou secura, na fidelidade ou na infidelidade, ama-me assim como tu és!

Quero o amor do teu pobre coração! Se esperas tornar-te perfeito para me amares, não me amarás nunca!

Não poderia eu, porventura, de cada grãozinho de areia fazer um Serafim, radiante de pureza, de generosidade e de amor? Não sou eu o Onipotente?”

 

Gratidão

 

À medida que nossos pais na fé, no Antigo Testamento, foram tomando conhecimento do amor de Deus e de seus dons, foram manifestando, também, sua gratidão. Os salmos encontram-se entre as expressões mais belas e profundas de ações de graças: “De todo coração darei graças ao Senhor” (Sl 111/110,1). Quando o apóstolo Paulo reflete sobre o comportamento dos pagãos, chama nossa atenção para um fato que considera de suma gravidade: mesmo tendo tido a possibilidade de conhecer Deus através de suas obras, eles “não o glorificaram como Deus nem lhe deram graças” (Rm 1,21).

Um dia, quando ia para Jerusalém, Jesus ouviu o grito de dez leprosos: “Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós!” Então, mandou que eles se apresentassem ao sacerdote do Templo. Enquanto estavam indo, os leprosos ficaram curados. Um deles voltou para lhe agradecer e ouviu a pergunta “Não foram dez os curados? E os outros nove, onde estão? Não se achou senão este estrangeiro para voltar e dar glória a Deus?” (Lc 17,11-18). A gratidão é tão importante e necessária que Jesus deu à Igreja um sacramento que nos permite, de maneira digna, agradecer ao Pai os dons recebidos: a Eucaristia. Por isso mesmo, as celebrações eucarísticas estão no centro de tudo o que acontece no Santuário do Senhor do Bonfim.

A história desse Santuário tem sido escrita por milhares de peregrinos. São pessoas de todas as raças e idades, soteropolitanos e visitantes, brasileiros e estrangeiros que sobem a Colina Sagrada com um pedido (geralmente, com muitos pedidos!) no coração. Quantas graças já foram derramadas sobre eles! Quantas curas, conversões e benefícios ali aconteceram! Quantas reconciliações ocorreram, através do sacramento da Penitência! Mas também quantos agradecimentos nasceram no coração dos amigos do Senhor do Bonfim!

Neste jubileu, como não nos lembrarmos dos bispos arquidiocesanos que ali estiveram, ao longo da história deste Santuário? Dos sacerdotes e diáconos que, com renovada disposição, ali trabalharam? Dos religiosos e religiosas que colaboraram nas atividades pastorais ali desenvolvidas? Dos leigos e leigas que ali alimentam sua fé e dedicam preciosos momentos de sua vida para ajudar, como voluntários, os que sobem aquela Colina? Dos membros da Devoção do Senhor do Bonfim, que permaneceram fieis aos compromissos assumidos há quase três séculos e têm sua vida entrelaçada com o que ocorre no Santuário?

O Senhor Bom Jesus do Bonfim muito nos enriquece com os seus dons, e por isso lhe somos gratos. Um de seus dons é o testemunho de seus devotos. Não é possível ficar indiferente vendo-os recorrer, confiantes, à sua proteção e colocar-se sob o seu amparo. Seus devotos se voltam para ele nos momentos difíceis de sua vida pessoal e dos desafios enfrentados por seus familiares ou pela sociedade. Como não lembrar as orações que lhe foram dirigidas, quando a imagem original deixou o Santuário e foi levada para o Convento de São Francisco, em 1842, tendo em vista a seca que devastava Salvador e a Bahia? Ou quando ela foi levada para a Catedral Basílica, em 1855, uma vez que uma terrível peste de cólera tomava conta da cidade? Ou, em 1942, quando a imagem foi levada para a Basílica de Nossa Senhora de Conceição da Praia, numa grande oração pela paz, tendo em vista a Segunda Guerra Mundial? Esses devotos sabem igualmente subir a Colina para agradecer uma determinada graça, para manifestar sua alegria pelo aniversário que comemoram ou simplesmente para apresentar suas crianças ao Senhor do Bonfim.

Agradecidos por tudo o que dele recebemos, podemos fazer nossa uma oração que os cristãos do final do primeiro século elevavam a Deus, no final da celebração eucarística:

“Nós te agradecemos, Pai Santo, por teu santo nome,

que tu fizeste habitar em nossos corações,

e pelo conhecimento, pela fé e imortalidade

que tu nos revelaste por Jesus, teu servo.

A ti, glória pelos séculos. Amém. (…)

Por tudo te agradecemos, pois és poderoso!

A ti, a glória pelos séculos. Amém.”

(“Didaqué” – O Catecismo dos Primeiros Cristãos).

Compromisso

 

As celebrações do jubileu da chegada das imagens do Senhor Bom Jesus do Bonfim e de Nossa Senhora da Guia são uma porta para entrarmos em uma nova etapa na vida desta Arquidiocese Primaz. Precisamos guardar o tesouro das graças recebidas, traduzindo nossa gratidão em propósitos e iniciativas concretas. Não precisamos pensar em gestos grandiosos: basta assumirmos o compromisso de viver intensamente o Batismo. Ora, esse sacramento nos aponta para a santidade. Não podemos nos contentar com uma vida medíocre, com uma religiosidade superficial.

Somos chamados a ser uma Igreja viva e comunitária, entusiasta e unida. Para isso, devemos voltar nosso olhar para os Atos dos Apóstolos.  Não se trata de copiar o estilo de vida dos primeiros cristãos. Queremos, sim, ver o que podemos aprender com eles, para enfrentar os atuais desafios. Afinal, as primeiras comunidades enfrentaram problemas imensos – por exemplo: o poder de impérios pagãos; a dificuldade de falar de fraternidade em sociedades que admitiam a existência de escravos; a defesa de valores morais em um mundo com pouca ou nenhuma preocupação com os direitos da pessoa etc.

Sabemos que os primeiros cristãos foram vencedores porque “perseveravam na doutrina dos apóstolos, nas reuniões em comum, na fração do pão e nas orações” (At 2,42). Mais: viviam de uma convicção iluminada pela fé: Cristo é o único salvador de todos; o único capaz de nos revelar Deus e de nos conduzir a Ele. Nele o Pai se revelou de forma definitiva e deu-se a conhecer de modo pleno. Por meio de Jesus Cristo, o Pai disse à humanidade quem Ele é. Os primeiros cristãos, impulsionados pelo Espírito Santo, anunciaram Jesus e convidaram o povo a se converter, deixando-se transformar por sua graça. Eles tinham consciência de que a missão evangelizadora é um compromisso de cada batizado.

E hoje? Como levar a todos a certeza de que Jesus, o Senhor do Bonfim, os ama, os perdoa e os acompanha? Eis uma pergunta para a qual ainda não há resposta pronta. Juntos, somos chamados a construí-la ao longo dos próximos meses, lembrados de que a coragem apostólica é um dom do Espírito Santo – dom que podemos e devemos pedir.

A Igreja nos ensina que a religiosidade popular é um precioso tesouro, que deve ser promovido e protegido. A piedade de nosso povo se expressa de inúmeras formas nos santuários e reflete uma profunda sede de Deus. “A decisão de caminhar em direção ao santuário já é uma confissão de fé, o caminhar é um verdadeiro canto de esperança e a chegada é um encontro de amor. O olhar do peregrino se deposita sobre uma imagem que simboliza a ternura e a proximidade de Deus. O amor se detém, contempla o mistério e desfruta dele em silêncio” (Aparecida, 259). Por isso, o convite: esteja atento às programações ao longo deste ano, em preparação ao Jubileu. Programe-se! Participe! Vá sozinho ou com seus familiares, com os irmãos de sua Comunidade ou levando pessoas que não têm condições de ir sozinhas. Quem for ao Santuário, encontrará o Senhor do Bonfim de braços abertos, pronto a acolhê-lo; quem faz a peregrinação com o coração aberto “vive a experiência de um mistério que o supera”. No Santuário, “muitos peregrinos tomam decisões que marcam suas vidas” (id., 260). As paredes do Santuário do Bonfim têm muitas histórias de conversão, de perdão e de graças recebidas por milhões de devotos.

Quando olhamos para o Senhor do Bonfim vemos, aos pés de sua Cruz, sua Mãe Maria. Ela sempre está onde Jesus está. Estava presente em Pentecostes: “Todos eles perseveravam na oração em comum, junto com algumas mulheres e Maria, mãe de Jesus” (At 1,15); está presente, hoje, nos passos da Igreja. Ela é guia, é Nossa Senhora da Guia. Por isso, nos aponta seu Filho e nos repete: “Fazei tudo o que ele vos disser!” (Jo 2,5).

Dirigindo nosso olhar para a Mãe de Jesus, peçamos:

Nossa Senhora da Guia,

no alto da Cruz,

teu Filho,

o Senhor Bom Jesus do Bonfim

na pessoa do discípulo João,

nos confiou a ti.

Hoje, colocamos sob o teu manto protetor

todos aqueles que sobem a Colina Sagrada

porque desejam se aproximar de Jesus.

Guia-os pelos caminhos do Evangelho,

intercede por suas necessidades

e esteja presente em seus momentos de sofrimento,

para que assim, confiantes,

cantem a teu Filho:

Glória a ti nessa altura sagrada,
És o eterno farol, és o guia
És, Senhor, sentinela avançada
És a guarda imortal da Bahia

Aos teus pés que nos deste o direito,
Aos teus pés que nos deste a verdade,
Canta e exulta num férvido preito
A alma em festa da tua cidade.

 

Deus abençoe todos aqueles que se dispuserem a celebrar o Jubileu da chegada das imagens do Senhor Bom Jesus do Bonfim e de Nossa Senhora da Guia a Salvador. Deus o abençoe, meu irmão, Deus a abençoe, minha irmã!

 

            Salvador, 21 de abril de 2019 – Domingo da Páscoa na Ressurreição do Senhor.

 

 

Dom Murilo S.R. Krieger, scj

Arcebispo de São Salvador da Bahia

Primaz do Brasil

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Fonte: Noticias da Arquidiocese de Salvador

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