Projeto missionário em Manaus (AM) transforma visão de estudantes universitários e profissionais da saúde

Grupo de profissionais e estudantes universitários da saúde e missionários em Manaus (AM). Fotos: Comunicação Univida

“A gente consegue perceber um conjunto de coisas que na sua vida passam despercebidas. Uma noite que você dorme bem, um banho bem tomado. A família que está sempre do lado. O medicamento que você consegue com muita facilidade. O alimento, a água”. Este é o depoimento da estudante de medicina da faculdade Unibrasil de Jales (SP), Raucilaine Santos após participar, de 5 a 15 de janeiro, com um grupo de 35 profissionais e estudantes da área de saúde, de uma experiência missionária junto a ribeirinhos e indígenas nas proximidades de Manaus (AM).

A experiência organizada pela Associação Humanitária Universitários em Defesa da Vida (Univida) da diocese de Jales (SP) contou com o apoio do Setor Universidades da Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e a Educação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Segundo o padre Danilo Pinto, assessor do Setor Universidades da Comissão de Educação e Cultura a experiência missionária vivenciada por universitários, em contextos como a Amazônia, servem a três propósitos: conhecimento da realidade eclesial amazônida, minimização das indigências sociais através da aplicabilidade do conhecimento adquirido na academia, e desenvolvimento do senso de responsabilidade social no futuro profissional.

Padre Eduardo Lima, coordenador do Univida. Fotos: Comunicação Univida

O padre Eduardo Lima, fundador e responsável pelas Missões Univida e também assessor diocesano do Pastoral Universitária em Jales (SP), afirmou que a Amazônia sempre foi um desfio do projeto Missão Univida. “Antes de chegar à Amazônia, a experiência das missões da Univida começou em Santa Fé do Sul, expandiu-se para outras localidades da diocese e chegou até os indígenas de Dourados (MS). Cerca de 2000 universitários já passaram pela experiência’, disse.

Para o arcebispo de Montes Claros (MG), dom João Justino, presidente da Comissão para a Cultura e Educação da CNBB, no contexto de preparação para o Sínodo da Amazônia e após ter celebrando o Ano Nacional do Laicato, a missão de universitários na Amazônia é um exemplo de resposta aos apelos do papa Francisco em favor de uma igreja missionária e servidora dos mais pobres.

Segundo o padre Danilo Pinto, assessor do Setor Universidades da Comissão de Educação e Cultura a experiência missionária vivenciada por universitários, em contextos como a Amazônia, servem à três propósitos: conhecimento da realidade eclesial amazônida, minimização das indigências sociais através da aplicabilidade do conhecimento adquirido na academia, e desenvolvimento do senso de responsabilidade social no futuro profissional.

Padre Eduardo Lima destaca que a Univida tem o propósito de levar o universitário a um contato com uma realidade social gritante difícil de ser trabalhada, como a realidade dos povos indígenas no Amazonas. “O universitário que nunca fez uma experiência humanitária começa então a perceber que o mundo vai além daquilo que ele imagina ser a própria vida, vai além de um consultório, dum postinho de saúde, de um hospital. Ele passa a ter consciência que quando toca o outro com o amor também é tocado”, disse.

É o que comprova a experiência do Igor Zen, cirurgião dentista que participou da missão. “Cada vez que eu participo de uma missão como esta eu consigo me conectar mais com as pessoas e crescer como ser humano. Aqui não existe a relação profissional-paciente e sim o Igor e a pessoa que estou atendendo”, disse.

O post Projeto missionário em Manaus (AM) transforma visão de estudantes universitários e profissionais da saúde apareceu primeiro em CNBB.


Fonte: Noticias da CNBB

Rede Excelsior de Comunicação

Leve a rádio sempre com você
Baixe nosso aplicativo

Some description text for this item

receba novidades por email
Assine a nossa newsletter

Some description text for this item

Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.
Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.