57ª Assembleia Geral da CNBB

Dom Rodolfo Luís Weber
Arcebispo de Passo Fundo

 

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB está realizando sua 57ª Assembleia Geral que iniciou no dia 1º de maio, com a celebração da Eucaristia, e se estenderá até o dia 10. A aprovação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2019-2023 e a eleição da presidência e dos presidentes das 12 Comissões Episcopais Pastorais, para o mesmo período, ocuparão a maior parte da agenda. Quem é a CNBB? Qual a sua missão? Como é organizada?

A Igreja Católica no Brasil está organizada em 277 circunscrições eclesiásticas, mas conhecidas como arquidioceses, dioceses, prelazias e eparquias. O número de bispos efetivos, em janeiro deste ano, eram 307 que na assembleia tem direito de voz e voto. Os bispos eméritos, que somam 139, são membros convidados, uma vez que participam de atividades da conferência, como a Assembleia Geral, com direito a voz, mas não a voto.

No artigo 1º do estatuto da CNBB está descrita a sua natureza e a finalidade: “A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil é a instituição permanente que congrega os Bispos da Igreja Católica no País, …. eles exercem algumas funções pastorais em favor de seus fiéis e procuram dinamizar a própria missão evangelizadora, para melhor promover a vida eclesial, responder mais eficazmente aos desafios contemporâneos, por formas de apostolado adequadas às circunstâncias, e realizar evangelicamente seu serviço de amor, na edificação de uma sociedade justa, fraterna e solidária, a caminho do Reino definitivo”.

É uma conferência e não uma confederação, como algumas vezes de escuta. Segundo os dicionários uma confederação é a reunião de diferentes Estados que reconhecem um governo central, mas conservam relativa autonomia. Uma conferência tem a marca da conversação sobre interesses comuns, ser um espaço de consulta e deliberação. Portanto, a CNBB não é uma confederação das dioceses brasileiras.

A CNBB congrega os bispos do país para dinamizar a missão evangelizadora. Cada bispo é responsável pela sua diocese, na qual se encontram desafios próprios, mas muitos outros são comuns. Ter um espaço comum de consulta e deliberação é um auxílio indispensável para o bispo exercer o pastoreio na sua diocese. A conferência também tem a missão de ser um espaço de colegialidade dos bispos e troca de experiências pastorais.

As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2019-2023, – DGAE – como escrevemos acima, ocuparão a maior parte da agenda. O Brasil é um país com uma variedade de contextos. As DGAE são um farol a iluminar o caminhar da Igreja em todos os recantos do Brasil. Ajudam a indicar um rumo onde queremos chegar.

Anunciar o Evangelho é a missão permanente da Igreja. Jesus Cristo é o mesmo, seu projeto de amor e vida para todas as criaturas é para todas as gerações, mas o contexto e as exigências mudam constantemente. A Igreja tem a certeza que Jesus Cristo e seus ensinamentos não devem ser tratados como peças de museu. A Igreja está consciente que a geração atual tem o direito de conhecer Jesus. Seus ensinamentos são necessários para a transformação da face da terra. Será que falar de amor ao próximo, de perdão, de fraternidade, de educar para a partilha, para a paz e para a vida eterna são temas ultrapassados? Os sonhos para se tornarem realidade precisam de meios e as DGAE pretendem fazer isto.

 

 

 

 

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Fonte: Noticias da CNBB

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