Papa Francisco

As Diferentes Vocações

As Vocações na Igreja são para todos, porém Deus chama a cada um de forma única e particular, deixando-nos livres para descobrirmos e refletirmos sobre a nossa vocação.

O casamento representa uma delas e convém ao casal preparar-se para ele realizando a vocação universal ao amor, que é próprio de todo homem.

Para saber se amamos realmente alguém com o objetivo de nos casar, devemos observar se existe em nós o desejo de fazer o outro feliz.

Já o chamado para a vida sacerdotal é uma dádiva que Deus dá livremente à sua Igreja, enviando homens que servirão o Seu povo na evangelização. Ser padre é, então, uma graça e uma responsabilidade, cabendo ao sacerdote guiar os irmãos pelo caminho da santidade.

Como esse chamado pode manifestar-se muito cedo, o jovem precisa encontrar testemunhas confiáveis para orientá-lo, fazendo dos estudos religiosos uma escolha prioritária, e não uma opção diante de estudos que, por ventura, não tenham dado certo. Afinal, nada é mais precioso para Deus e para os fiéis que o testemunho feliz de um padre sobre a beleza de sua vocação.

Entre as vocações que o Senhor suscita na sua Igreja, há também a vida religiosa, expressa na consagração total de todo o ser a Deus através dos votos de pobreza, castidade e obediência.

Algumas formas de vida religiosa têm características próprias: claustro, vida contemplativa, vida ativa a serviço do apostolado, vida consagrada a serviço dos mais pobres, das mulheres e crianças em situação de risco. Por isso, quando se percebe o chamado a esse tipo de vida, é fundamental aproximar-se das congregações e institutos religiosos para conhecer e, se for o caso, trilhar um caminho de experiência vocacional.

O discernimento espiritual aqui também é muito importante para uma escolha consciente e definitiva.

Por fim, sabemos que mais numerosos são os cristãos que consagram suas vidas a serviço da Igreja sem ter, por isso, adotado a vida religiosa. É a vocação leiga, na qual todo cristão batizado em Cristo, solteiro ou casado, torna-se membro da sua Igreja e é convocado a ser apóstolo, anunciador do Reino de Deus, exercendo funções temporais.

É dessa forma que “são chamados por Deus para, cheios de fervor cristão, exercerem como fermento o seu apostolado no meio do mundo.” (Apostolicam Actuositatem, 2).

Vinculados a associações de fiéis ou não, os leigos representam um grande sinal da misericórdia de Deus na Terra, que, por meio desse chamado, faz de cada um deles uma presença efetiva para promover a justiça e a paz na Igreja e na sociedade.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *