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Bispos Católicos Brasileiros Escrevem Mensagem Para o Povo de Deus

A última Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) foi realizada entre os dias 11 e 20 de abril, em Aparecida (SP). A 56ª edição tratou de temas importantes para o país, em conformidade com a natureza e a missão da entidade na sociedade brasileira. Dentro desse contexto, a comunicação e a política tiveram destaque, especialmente em uma época onde assuntos polêmicos alcançam grandes proporções por meio do amplo compartilhamento nas redes sociais.

Para refletir sobre essa situação, a CNBB produziu um documento intitulado “Mensagem da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil ao Povo de Deus”, no qual lembra que os valores do Evangelho devem servir de referência na busca de soluções que preservem a dignidade do ser humano, independentemente das opiniões que ele venha a defender ou expressar.

No documento, a CNBB chama a atenção, ainda, para os reflexos que o atual momento político pode provocar na sociedade, inclusive junto à própria instituição. “Vivemos um tempo de politização e polarizações que geram polêmicas pelas redes sociais e atingem a CNBB. Queremos promover o diálogo respeitoso, que estimule e faça crescer a nossa comunhão na fé, pois, só permanecendo unidos em Cristo, podemos experimentar a alegria de ser discípulos-missionários”.

A condição de discípulo é também reforçada como elemento motivador da ação da Igreja. “Ao assumir posicionamentos pastorais em questões sociais, econômicas e políticas, a CNBB o faz por exigência do Evangelho. A Igreja reivindica sempre a liberdade a que tem direito para pronunciar o seu juízo moral acerca das realidades sociais sempre que os direitos fundamentais da pessoa, o bem comum ou a salvação humana o exigirem (cf. Gaudium et Spes, 76). Isso nos compromete profeticamente. Não podemos nos calar quando a vida é ameaçada, os direitos desrespeitados, a justiça corrompida e a violência instaurada. Se, por este motivo, formos perseguidos, nos configuraremos a Jesus Cristo, vivendo a bem-aventurança da perseguição (Mt 5,11)”, acentuam os bispos na mensagem.

Para concluir, a entidade chama atenção para o fato da Conferência Episcopal, como instituição colegiada, não poder ser responsabilizada por palavras ou ações isoladas que não estejam em sintonia com a fé da Igreja, sua liturgia e doutrina social, mesmo quando realizadas por eclesiásticos. E conclamam: “’Neste Ano Nacional do Laicato, conclamamos todos os fiéis a viverem a integralidade da fé, na comunhão eclesial, construindo uma sociedade impregnada dos valores do Reino de Deus. Para isso, a liberdade de expressão e o diálogo responsável são indispensáveis”. Devem, porém, ser pautados pela verdade, fortaleza, prudência, reverência e amor “para com aqueles que, em razão do seu cargo, representam a pessoa de Cristo” (LG 37). “Para discernir a verdade, é preciso examinar aquilo que favorece a comunhão e promove o bem, e aquilo que, ao invés, tende a isolar, dividir e contrapor’ (Papa Francisco, Mensagem para o 52º dia Mundial das Comunicações de 2018).”

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