A Câmara Municipal homenageou o Movimento Comunhão e Libertação, em sessão especial realizada na noite desta quinta-feira (27), no Plenário Cosme de Farias. Propositor da solenidade, o vereador Joceval Rodrigues (PPS) destacou a importância da exaltação da fé, que, segundo o legislador, “corresponde aos elementos fundamentais do coração de todo o homem”.

Após a execução do Hino Nacional, Joceval Rodrigues falou para os católicos presentes no plenário. “É um movimento que faz um trabalho brilhante, principalmente na área da educação. Vem trazendo grandes conquistas para Salvador, através de trabalhos sociais apoio às creches e auxílio na formação do cidadão. O Comunhão e Libertação trabalha muito a presença de Jesus Cristo em todas as obras dos homens”, declarou.

Os representantes de Salvador e nacional do Comunhão e Libertação, respectivamente, Otoney Alcântara e Marco Montrasi, também enalteceram a importância do momento cristão. 

“Estamos num momento de emergência, isso é evidente para todos. Pai com filho, filho com mãe, muitas coisas acontecem que não acreditamos. Ficamos apavorados, não conseguimos entender. Onde podemos encontrar um caminho? É na palavra ‘educação’”, afirmou Montrasi. “A fé não é só um conjunto de valores. Tem a ver com o uso da razão. A fé católica cristã é quando o homem chega a reconhecer: ‘A minha vida tem significado’”, completou Otoney Alcântara.

História

Comunhão e Libertação é um movimento eclesial cujo objetivo é a educação cristã dos seus membros, colaborando com a missão da Igreja em todos os âmbitos da sociedade. Nasceu na Itália, em 1954, quando Dom Luigi Giussani (1922-2005) deu início, na cidade de Milão, a uma iniciativa de presença cristã que ficou conhecida como Juventude Estudantil.

O nome atual, Comunhão e Libertação, apareceu pela primeira vez em 1969. O movimento sintetiza a convicção de que o acontecimento cristão, vivido na comunhão, é a base da verdadeira libertação do homem.

O instrumento fundamental de formação dos membros do movimento é a catequese semanal denominada “Escola de Comunidade”.

No Brasil, o movimento está presente desde a década de 60, quando alguns de seus membros vieram em missão para a cidade de Belo Horizonte e depois se espalhou por outras cidades: São Paulo, Manaus, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador. Na capital baiana, chegou em 1989 com o então padre na Patrine, atualmente, bispo Dom Jan Carlos Petrini.