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Prefeitura prepara Orla de Salvador para a alta estação

Prefeitura prepara Orla de Salvador para a alta estação

A Prefeitura já começou a preparar a Orla de Salvador para a alta estação, quando cresce a circulação de banhistas nas praias da cidade. Para melhor atender a moradores e turistas, órgãos municipais têm realizado uma série de ações que envolvem manutenção e requalificação de novos trechos dos quase 60 km de praias na cidade. As intervenções acontecem desde São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário, até Ipitanga, na chamada Orla Atlântica. O andamento dessas iniciativas foi alvo de uma vistoria que envolveu o prefeito ACM Neto e gestores municipais na manhã desta quinta-feira (23), partindo do Porto da Barra até as imediações do Clube Espanhol, em Ondina. “A intenção foi acompanhar de perto, com toda a equipe, o trabalho de manutenção da infraestrutura e serviços que está sendo realizado na orla. Faz parte da preparação da cidade para a alta estação, pois queremos que Salvador seja palco do melhor verão do Brasil”, afirmou. Segundo ACM Neto, tudo deverá ser concluído até 20 de dezembro. Além do andamento das obras, chamou a atenção do prefeito os sinais de degradação em alguns pontos do trecho, a maioria delas provocada por vandalismo. Ele então aproveitou para fazer um apelo à população. “Precisamos que todos os cidadãos ajudem a conservar e manter todo esse trabalho que é realizado pela Prefeitura para deixar a cidade ainda mais bonita.” Ações – Uma das novidades é a requalificação do entorno do Farol da Barra – a recomposição do gramado foi iniciada na segunda-feira (20). Além disso, será implantada nova pavimentação para acesso ao Forte de Santo Antônio, aos lados laterais e defronte ao mar. O material a ser utilizado é a pedra portuguesa, que substituirá as pedras atuais, já irregulares e de difíceis mobilidade e manutenção. Haverá, ainda, a instalação de um segundo mirante, detrás do forte, para que mais pessoas possam contemplar o mar e o pôr do sol, um dos mais belos da cidade. O paisagismo de toda a orla também está sendo recuperado, com plantio de mudas e gramado para reposição de espécies, além de novas mudas em locais onde há necessidade de vegetação e podas em árvores e coqueiros. Desde janeiro deste ano, já foram plantadas mais de 800 mudas, incluindo coqueiros, em todas as praias. Os trechos de orla também passam por ações de manutenção de iluminação, do piso intertravado, dos balizadores e da rede de drenagem, com substituição de grelhas e limpeza. Também estão sendo feitas ações de recuperação de passeios, pisos táteis, ciclovias e demais equipamentos. Na área de ordenamento do comércio informal, foi iniciada este mês a Operação Praia, com o intuito de fiscalizar a utilização indevida de equipamentos e o mau acondicionamento de alimentos na orla da cidade. Agentes de fiscalização e guardas civis municipais percorrem as regiões em busca de equipamentos irregulares que desorganizam a faixa de areia e oferecem risco aos frequentadores, tais como objetos cortantes, entre eles cascos de cerveja e facões. Novos trechos de orla requalificados deverão ser entregues à população até 2018. Um deles é a recuperação da Avenida Almeida Brandão, em Plataforma/Itacaranha, cujas obras já estão em fase final. Com intervenção já iniciada, a Rua do Farol de Itapuã ganhará nova estrutura e deverá ser entregue em fevereiro do próximo ano. Em dezembro, está prevista a assinatura da ordem de serviço para início imediato da requalificação do Morro do Cristo, cujo monumento e entorno foram tombados pela Prefeitura em março deste ano.
Prefeitura anuncia construção do Centro de Convenções de Salvador

Prefeitura anuncia construção do Centro de Convenções de Salvador

Salvador, que tem no turismo uma de suas principais fontes de geração de emprego, renda e desenvolvimento, não podia mais esperar. Por isso, a Prefeitura apresentou nesta segunda-feira (23) o projeto ousado de construção do Centro de Convenções da cidade, que vai ser erguido no espaço do antigo Aeroclube, ao lado do Parque dos Ventos, na Boca do Rio. Todo o projeto foi detalhado nesta manhã pelo prefeito ACM Neto e pelo secretário municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur), Guilherme Bellintani, no restaurante Boi Preto, na Boca do Rio. Também estiveram presentes gestores municipais, representantes de diversos segmentos econômicos da cidade e imprensa. Com uma área total de pouco mais de 100 mil m² – sendo 78 mil m² de área construída -, o equipamento terá capacidade para receber 14 mil pessoas simultaneamente em congressos e convenções. Haverá dois locais para shows, cada uma com capacidade para 20 mil pessoas, um externo ao equipamento e outro interno, com 30 camarotes de 60 metros quadrados que serão moduláveis e irão atender aos dois espaços multiusos, tanto o de fora do centro quanto o de dentro. Esses camarotes poderão se transformar em salas de reunião quando não houver shows. ACM Neto lembrou que a administração municipal, desde 2013, tem investido pesado para aumentar o número de turistas na cidade, mas a falta de um Centro de Convenções tem sido um obstáculo para o crescimento do setor. “A Prefeitura se cansou de ver essa ‘novela’, que infelizmente não tinha uma solução apresentada, e resolveu chamar para si a responsabilidade de algo que não era dela. Estruturamos o projeto que está aí e o novo Centro de Convenções deverá ser construído em tempo recorde.” O prefeito também salientou a importância dessa estrutura para a capital baiana. “Vai ter um impacto direto na geração de empregos de nossa cidade, para que Salvador volte a ser palco de grandes eventos, congressos e feiras nacionais e internacionais. Esse era o elemento que faltava para que a cidade estivesse pronta para voltar a ser competitiva no país.” Estrutura – Terceira maior estrutura municipal do tipo no país, o Centro de Convenções de Salvador contará ainda com oito auditórios de mil metros quadrados moduláveis. Terá também 16 salões de 400 metros cada articuláveis e 30 salas de reuniões que irão virar camarotes tanto para os shows externos quanto internos quando houver necessidade. O estacionamento será para pouco mais de mil veículos. O equipamento terá três pavimentos. No nível térreo (o mesmo do antigo Aeroclube), estarão os auditórios, oito salões moduláveis de 400 metros quadrados cada um, uma praça de exposições de 2,5 mil metros quadrados e dois foyers independentes de mil metros quadrados cada. O acesso ao Centro será através do pavimento intermediário, por meio de uma grande esplanada localizada de frente para a rua e para o antigo Centro de Convenções, abandonado e fechado em 2015 pelo Estado. Nesse nível de acesso, haverá um grande mezanino de 2,5 mil metros quadrados, oito salões de reunião de 400 metros quadrados, além de 30 salas/camarotes de 60 metros quadrados cada. No terceiro andar serão erguidos dois restaurantes de 435 metros quadrados com vista para o mar. O Centro de Convenções de Salvador, que será 100% climatizado e com acessibilidade, terá duas docas totalmente integradas com dez vagas para estacionamento de caminhões para facilitar a carga e descarga. Isso sem falar nas estruturas obrigatórias, a exemplo de recepções, sanitários e áreas para operação de equipamentos de áudio e vídeo. Todo o material utilizado na construção será antissalitre, o que vai evitar a corrosão de materiais e equipamentos. O piso térreo, por exemplo, onde estarão concentrados os espaços para realização de eventos, ficará praticamente vedado às intempéries. “Todo o equipamento foi pensado arquitetonicamente para se adequar a essas condições, principalmente no uso de materiais. A área técnica fica toda protegida, embaixo da esplanada que dá acesso ao Centro, praticamente enterrada dentro do estacionamento. Assim, vamos evitar o desgaste que aconteceu com o antigo Centro de Convenções, que era todo metálico e vazado”, explicou Guilherme Bellintani. Investimento – O investimento total no Centro de Convenções, que terá o formato de uma pomba, será de R$123 milhões, sendo R$93 milhões oriundos dos cofres municipais para a realização da obra, e outros R$30 milhões vindos da iniciativa privada, através de empresa a ser licitada para administração da estrutura. A obra, cujo edital de licitação será publicado em dezembro, tem previsão de conclusão em dezembro de 2018. A intervenção vai contemplar a construção da área externa, da esplanada de acesso e da parte central do mezanino, das docas e das duas “asas” da pomba (com quatro auditórios, oito salões e 15 camarotes/salas de reunião). A intenção é construir com celeridade o Centro de Convenções, com o intuito de minimizar os prejuízos causados pela falta do equipamento na capital baiana. Haverá uma concessão para que o setor privado opere o equipamento. O vencedor dessa concessão, cujo modelo está em fase final de conclusão, terá que obrigatoriamente mobiliar, equipar e administrar o Centro de Convenções. No evento, também foi feita a assinatura de cessão do projeto arquitetônico à Prefeitura, que foi concebido pelos arquitetos André Sá e Francisco Mota. Números – Segundo os últimos dados disponíveis do Ministério do Turismo, a indústria de eventos no país gera 7,5 milhões de empregos e movimenta R$ 48 bilhões em tributos gerados, com crescimento médio anual de 14% das receitas relacionadas a este segmento. São mais de R$ 209 bilhões em receita e 590 mil eventos realizados. Para 78,8% dos profissionais e empresas que atuam neste setor, o Centro de Convenções é o primeiro equipamento procurado antes de se definir pela realização de um evento na cidade. E, segundo as contas do próprio setor, Salvador já perdeu cerca de R$1,5 bilhão em receitas pela falta do equipamento. Ou seja, a capital baiana ficou de fora da divisão do bolo do turismo de negócios e eventos, setor do qual o Nordeste fica com 20% da fatia, contra 52% do Sudeste, 15% do Sul e 9% da região Centro Oeste. Isso, evidentemente, tem prejudicado o crescimento do turismo de uma forma geral na primeira capital do Brasil. A taxa de ocupação hoteleira, por exemplo, caiu cerca de 6% desde o fechamento do antigo Centro de Convenções, em 2015. E a cidade perdeu quase 20 empreendimentos no setor hoteleiro com o encerramento das atividades do equipamento, que virou uma espécie de “elefante branco” no bairro do Costa Azul. Entusiasmo – Presentes na ocasião, representantes de diversos setores econômicos, como turismo, hotelaria e serviços, mostraram bastante entusiasmo com o anúncio da construção do Centro de Convenções pela gestão municipal. “Já recebi a notícia de um empresário hoteleiro que decidiu reabrir o empreendimento por conta desse Centro de Convenções”, pontuou o presidente da ABIH-BA (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis), Glicério Lemos. “O Centro de Convenções é um equipamento turístico e cultural importante para qualquer cidade. E Salvador voltar a ter um equipamento deste é o mesmo que ressurgir. É um alento muito grande, diante do abandono e posterior fechamento da antiga estrutura”, arrematou o presidente da Salvador Destination, Paulo Gaudenzi.