Ao Vivo
 
 
Siga ao vivo

Brasil

Ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva morre aos 66 anos em São Paulo

Ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva morre aos 66 anos em São Paulo

A ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva morreu hoje (3), aos 66 anos, em São Paulo. A morte ocorreu às 18h57 e foi confirmada pelo Hospital Sírio-Libanês, onde Marisa estava internada desde o dia 24 de janeiro após sofrer um acidente vascular cerebral hemorrágico. O velório da esposa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ocorrerá no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, neste sábado (4), das 9h às 15h. Em seguida, o corpo será cremado em cerimônia particular no Cemitério Jardim da Colina, também em São Bernardo do Campo. Marisa Letícia passou hoje por um protocolo de averiguação de morte cerebral às 12h. Havia a previsão de que nova avaliação fosse feita às 18h. No entanto, o hospital não confirmou se o procedimento chegou a ser realizado. Por volta das 18h, o padre Júlio Lancellotti ministrou a extrema unção à ex-primeira dama. Solidariedade Durante o dia, Lula recebeu visitas de diversas personalidades políticas no Sírio-Libanês. A ex-presidenta Dilma Rousseff, que antecipou a vinda de uma viagem da Europa, ficou até o fim da tarde ao lado do ex-presidente. Os ex-ministros Ciro Gomes e Orlando Silva também estiveram no hospital para expressar pesar por Marisa Letícia. “É um momento de consternação, de muita tristeza, as pessoas estão muito comovidas. Todo mundo sabe como ela era importante para o equilíbrio emocional do presidente, o apoio que ela sempre deu para ele. Então eu sinto muito, todo mundo que esteve perto deles em algum momento sente muito a perda da dona Marisa”, disse Orlando Silva. No fim da tarde, cerca de 30 militantes do PT, a maioria mulheres, puderam entrar no hospital encontrar o ex-presidente. Após terem sido recebidos por Lula, os militantes, muito comovidos, não quiseram se manifestar. Também estiveram no hospital nesta sexta-feira o ex-governador do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra, e os ex-ministros Tarso Genro, Luís Marinho, e Paulo Vanucchi. Biografia Marisa Letícia Lula da Silva nasceu em São Bernardo do Campo (SP), em 1950. Figura discreta ao lado do marido, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marisa começou a trabalhar aos 9 anos como babá na casa de um sobrinho do pintor Cândido Portinari. Cresceu em uma família de 11 irmãos e casou-se aos 19 anos com o taxista Marcos Cláudio da Silva. Três meses depois e grávida do primeiro filho, Marisa ficou viúva depois que o marico foi assassinado durante um assalto. Em 1973, conheceu Lula no Sindicato dos Metalúrgicos e se casaram sete meses depois. Com Lula, teve três filhos. Também compõem a família Marcos, filho do primeiro marido, e a enteada Lurian, filha de outro relacionamento de Lula. Marisa esteve ao lado do ex-presidente durante sua ascensão política, desde os tempos de sindicato, passando pela fundação do PT – que ajudou a criar – até a Presidência da República, em 2003. Durante os anos no Palácio da Alvorada, Marisa não encabeçou projetos sociais, função comum às primeiras-damas anteriores, e deixava os holofotes para o marido. Mas, durante as campanhas presidenciais de Lula participava, junto com ele, de comícios, passeatas e outros compromissos. Em 2011, incentivou Lula a realizar os exames que descobriram um câncer na laringe do ex-presidente. Foi Marisa que cortou os cabelos e a barba do marido, antecipando os efeitos da quimioterapia. Em 2016, a ex-primeira tornou-se ré em processo da Operação Lava Jato após a Justiça acatar a denúncia do Ministério Público Federal contra ela e Lula no caso do triplex no Guarujá (SP).   Agência Brasil
Relator da Lava Jato no STF, Teori Zavascki morre aos 68 anos

Relator da Lava Jato no STF, Teori Zavascki morre aos 68 anos

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki morreu nesta quinta-feira (19), aos 68 anos, em um acidente aéreo. Ele já era viúvo e deixa três filhos. Membro do STF desde 2012, Teori foi o ministro responsável pelas investigações da Operação Lava Jato na Corte, tratando dos processos dos investigados com foro privilegiado. A morte de Teori foi confirmada pelo filho do magistrado Francisco Zavascki, em uma rede social. Teori foi nomeado para o Supremo pela então presidenta Dilma Rousseff para ocupar a vaga de Cezar Peluso, que se aposentou após atingir a idade limite para o cargo, de 70 anos. Ontem, ele tinha interrompido o recesso para determinar as primeiras diligências nas petições que tratam da homologação dos acordos de delação de executivos da empreiteira Odebrecht na Operação Lava Jato. Teori Zavascki nasceu em 1948 na cidade de Faxinal dos Guedes (SC), e é descendente de poloneses e italianos. Aprovado em concurso de juiz federal para o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) em 1979, ele foi nomeado, mas não tomou posse. Advogado do Banco Central de 1976 até 1989, chegou à magistratura quando foi indicado para a vaga destinada à advocacia no TRF4, onde trabalhou entre 2001 e 2003. De 2003 a 2012, Zavascki foi ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Respeitado nas áreas administrativa e tributária, Zavascki também era considerado minucioso em questões processuais. “Espero que todos os bons momentos apaguem minha fama de apontador ou cobrador das pequenas coisas”, brincou, ao se despedir da Primeira Turma do STJ, antes de ir para o STF. O ministro declarou em diversas ocasiões ser favorável ao ativismo do Judiciário quando o Legislativo deixa lacunas.